Capítulo 1 · A Véia
Puta merda! Você não tem outra coisa pra fazer? Por quê este interesse todo na minha vida particular? Ah, eu sei, pimenta nos olhos dos outros é refresco. Você gosta de saber que não é só você que toma no cu, né? Pois é, todo mundo toma no cu uma vez ou outra. Porra, não do jeito que você está pensando, hein!!! Quando eu digo "tomar no cu" eu me refiro a "entrar numa fria", "pular miudinho", etc... Garanto que a sua mente poluída pensou outra coisa. Pois trate de apagar isso, caralho! Eu posso ser muitas coisas, mas gay eu não sou. Levar no cu é um negócio que nunca me aconteceu e nunca virá a acontecer. Bom, pra ser totalmente honesto com vocês eu até já levei no cu uma vez. Porra, deixe-me explicar!!! Não é isso que você está pensando, não!!! Na verdade foi uma biscate que eu tracei no carnaval do ano passado. Meu, você acredita que a mina meteu o linguão lá.... isso mesmo... lá. A biscate começou a me beijar, foi descendo, descendo, descendo e quando eu percebi já não dava mais tempo. De repente senti aquele negócio áspero deslizar pelo meu ânus. Puta merda, foi a sensação mais estranha que já tive até hoje. Eu não sabia o que fazer. A mina enterrou a língua e depois começou movimentos rápidos de vai e vem. Muito louco. Não vou dizer que gostei, mas também não posso dizer que odiei. Ah, sei lá, é difícil raciocinar com alguém enfiando a língua no seu cu. Pra falar a verdade eu só pensei uma coisa naquele momento... "Pobre daquele que beijar a biscate nos próximos 20 anos!!!" Puta que o pariu! Que nojo! Iéco! Meu, se ela soubesse quanta coisa podre já passou por ali eu garanto que não teria feito aquilo. Aposto que não.
Caralho, eu tento contar a minha vida sem baixaria, mas acho que não tem jeito. Ah, foda-se, todo mundo tem podres para contar, não tem? Você, é, você, não desvia o olhar não. Garanto que você é daquele(a)s que peidam no elevador e ficam olhando feio para as outras pessoas. Oh, isso é covardia, viu? Eu não faço isso não. Eu tenho dignidade. Eu até peido em elevador, mas ao menos eu tenho a dignidade de procurar alguém menor do que eu e dizer na cara: "Pô, Tio, a reunião dos urubus é no outro lado da esquina! Pelo amor de Deus!". Viu só como é que se faz? Em momentos como estes você precisa agir, principalmente se a situação envolve gases. Lembrem-se, o revoltado nunca leva a culpa. Mas você precisa agir rápido. Só tomem cuidado pra não fazer o que eu fiz na festa de um amigo meu. Putz! Não, não vou contar. Talvez outro dia. Aí eu aproveito o embalo e conto o que aconteceu em Ubatuba.
Puta merda, odeio lembrar de Ubatuba. Não por causa do lugar, muito pelo contrário, a cidade é maravilhosa. O problema é que Ubatuba me faz lembrar 02 de Julho de 1999. Sim, eu me lembro exatamente o data em que tudo aconteceu. Na verdade como eu poderia esquecer? Saiu até nos jornais. Ainda bem que os jornais não ficaram sabendo de "toda" a história. Somente eu e algumas pessoas sabemos o que "realmente" aconteceu naquela noite. Ainda bem. Caralho, tenho a impressão de que foi ontem. Putz! Fiquei todo arrepiado aqui. Nossa, até meus pentelhos ficaram armados. Eu, hein! Acho melhor eu mudar de assun...
Rrrrrrrrrrrriiiiiiiiinnnnng!!!!! Maldito telefone! Quase me mata de susto!
— Fala, Pezão dos infernos!
— Caralho, como sabe que sou eu? Comprou identificador de chamadas?
— Claro que não, seu bosta, eu comprei um Identificador de Babacas.
— Vai se foder!
Caí na gargalhada. Fazia um bom tempo que eu não pegava o Pezão de jeito.
— Porra, Pezão, por quê você sempre me liga neste mesmo horário? Você marca no relógio ou é cagada mesmo?
— Caralho, é verdade? Nunca prestei atenção. Porra, Nando, vem acontecendo uns negócios tipo filme de terror na minha vida.
Puta merda! Essa foi boa. Hahaha.... Só falta o Pezão me dizer... "I See Dead People".
— Deixe-me adivinhar, você anda vendo vultos saindo do quarto da sua irmã durante as madrugadas? Hahahaha..... Cuidado com os vultos de pau duro andando pelo corredor aí! Hahahahaha........
— Vai se ferrar, cara, não é isso não. Aquela lá não escolhe a hora, já vi neguinho sair daquele quarto de manhã, de tarde e de noite. Ter irmã piranha é foda. A única vantagem é quando ela tem amigas piranhas também.
— Opa, e ela tem?
— Ah, sua mãe aparece aqui de vez em quando.
— Porra, cara! Pega leve.
— Foi mal, brother.
Caralho, botar a mãe no meio é sacanagem. Botar no meio da mãe então... aí o bicho pega!!!
— Mas que papo é este de filme de terror? Que diabos aconteceu?
— Puta merda, ontem me aconteceu um bagulho muito doido. Fico arrepiado só de lembrar.
— Caralho, conta logo! Oh, espera aí, se for alguma coisa que você viu no Cine Sinistro da Bandeirantes.... é melhor nem me contar. Malditos filmes tranqueiras dos infernos!
— Porra, eu pensava que na Bandeirantes só tinha Cine Privet!
— Pois é, além Cine Privet passa uma caralhada de filme chinês. É uma bosta. Filme chinês é foda, o mocinho tem a mesma cara do bandido. Chega no final do filme eu nunca sei quem levou a melhor. Pra falar a verdade até a mocinha é igual. Ah, é uma confusão dos infernos. Porra, mas conta logo este bagulho aí de terror. O que aconteceu?
— Cara, a Dona Mirandinha.
Dona Mirandinha. Acho que vocês estão boiando, né? Bom, deixei-me contar quem é, ou melhor, quem "foi" Dona Mirandinha.
Dona Mirandinha era uma velhinha muito porra-louca. A velhinha devia estar com uns 70 e tantos anos. Dizem as más línguas que a velha fora prostituta. Sei lá, dizem. Bom, é melhor eu resumir a história toda, a velha morava de aluguel numa das propriedades da mãe do Pezão. Pois é, a mãe do Pezão tem uma penca de casas pra alugar. Maldito Pezão playboy dos infernos! Por quê eu não tenho uma mãe assim também? Porra!
Bom, voltando ao assunto Dona Mirandinha.... a maldita velha tinha o costume de caminhar todo santo dia. Eu mesmo já vi a velhinha caminhando feito uma louca por aí, e o incrível é que a maldita velhinha sempre estava acompanhada de um garotão. Pois é, na verdade eu não consigo imaginar alguém comendo aquela buceta murcha, mas como existe de tudo neste mundo... também não posso duvidar. Só sei que o próprio Pezão me disse uma vez que a velhinha porra-louca o convidou pra.... sim, isso mesmo, dar uma chinelada na barata dela. Não entendeu? Deixe-me ser mais claro, a véia queria dar pro Pezão!
Ah, vocês querem saber se ele comeu a velha. Porra, perguntem pra ele! Hehehe.... bom, ele me disse que não comeria a véia nem por 1 milhão de Dólares. Porra, acho que até o Pezão tem seus princípios, né? Já ouvi dizer que panela velha é que faz comida boa, mas eu acho que a panela da véia já estava tão velha que a comida apodrecia. Eu, hein!
Caralho, esqueci de dizer... a Dona Mirandinha morreu semana passada. Que Deus tenha piedade de sua alma. Quero dizer, se é que a véia foi mesmo pro céu, né? Pra falar a verdade eu acho que a véia está dando a rosca pro Satanás lá no inferninho. A maldita véia tinha mesmo uma cara de biscatona. Putz! Ah, eu me esqueci de dizer como é que a velha morreu, né? Olha só o rebosteio... a velha saíra pra mais uma de suas caminhadas matinais... neste dia ela estava sozinha. Todos os dias ela passava em frente a casa do Pezão, e neste dia não foi diferente. Pouco mais de 10 horas da manhã e a maldita velha caminhava tranqüilamente pela calçada. Pezão, afobado como sempre, abre os portões de ferro da mansão feito um louco. Preciso dizer o que aconteceu? BUM! O portão direito acerta em cheio o cabeção da velha. Resumindo, PT na véia.
Obs.: (PT = Perda Total)
Playboy sempre tem sorte, né? Maldito Pezão dos infernos. Como a véia não tem nenhum parente ninguém veio reclamar sobre o acidente. Puta merda, o bagulho até rimou. Eu, hein! Como diria Johnny Bravo .... "Sinistro!".
Falando em Johnny Bravo, este desenho animado é um enigma pra mim. Raciocinem comigo, o cara é loiro, fortão e nenhuma mulher quer dar pra ele. Só tem uma explicação, ou o cara tem um bilau minúsculo ou pior... esqueceram de desenhar um bilau pra ele. Meu, desenhos animados são um enigma, eu realmente não consigo entendê-los. Outro exemplo, se o Pato Donald anda nu da cintura pra baixo, por quê ele usa uma toalha enrolada na cintura quando sai do banho? Putz! Mistérios Misteriosos.
— Nando, você ainda está aí? — Grita Pezão ao telefone.
— Hã? Estou, cara, eu estava aqui falando com os meus botões. Continua.
— Porra, cara, eu nem consegui dormir esta noite depois do que aconteceu.
— Caralho, Pezão, que suspense é este? Conta logo o que aconteceu!
— Então, cara, o bagulho foi o seguinte....
Capítulo 2 · Uma Noite de Terror
— Nando, você ainda está aí? — Grita Pezão ao telefone.
— Hã? Estou, cara, eu estava aqui falando com os meus botões. Continua.
— Porra, cara, eu nem consegui dormir esta noite depois do que aconteceu.
— Caralho, Pezão, que suspense é este? Conta logo o que aconteceu!
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— Então, cara, o bagulho foi o seguinte .... eu tive um pesadelo horrível. Na verdade foi um pesadelo erótico.
— O quê? Pesadelo erótico? Caralho, isso existe? Se é erótico como pode ser um pesadelo? Ah, já sei, você sonhou com um negão de 2 metros entubando o croquete em você? Hahahaha ..... Então não foi pesadelo, você gosta.
— Nando, enfia o dedo no cu e morre, seu porra. Não teve negão nenhum no meu sonho. Sai fora!
— Sei lá então, como foi este pesadelo? Seu pau caiu no vaso? Uma vez eu sonhei com isso e quase tive um ataque do coração. Acordei apavorado. Por sorte o meu pau não estava no vaso. Havia outra coisa, um puta cocozão que eu tinha feito na noite anterior. Puta merda, acho que foi o cheiro que me fez ter aqueles pesadelos todos.
— Porra, você não me deixa contar o pesadelo!
— Conta logo, Pezão! Você enrola muito, caralho!
— Eu sonhei que estava sendo chupado.
— No pau? Um boquete?
— Claro, seu idiota. Onde mais?
— Porra, e isso é pesadelo? Eu adoraria ter uns pesadelos assim todas as noites. Mas.... chupado por quem?
— Este é o problema. Era a maldita véia.
— Dona Mirandinha?
— Sim, a própria.
Puta merda. Levei um puta tombo da cama. Ri pra caralho. Hahahaha....
— Porra, Nando! Você ri porque não foi com você, cara. A pior parte eu ainda não contei.
— Puta merda! Não me diga que você chupou o cu da véia? Isso sim é pesadelo! Hahahaha .....
— Cara, eu acordei apavorado e ....
Silêncio no telefone. Oloko! Pezão bateu as botas?
— Pezão, o que houve? Ainda está aí?
— Estou. Porra, nunca fiquei tão arrepiado assim. Cara, estou mais branco que aquele albino que estudou com a gente no colegial.
— Caralho. Continua, cara. Você disse que acordou e... o que houve?
— Meu, eu senti a boca da véia chupando o meu pau.
— O quê? Não entendi. Você acordou e continuou sentindo a boca da véia no seu pau?
— Sim. Puta merda, cara! Foi a sensação mais apavorante que já senti até hoje.
— Ah, vai tomar no seu cu, Pezão! Hoje não é 1° de Abril. Vai contar esta estorinha ridícula pra outro.
— Porra, Nando! Estou falando a verdade, caralho! Eu juro! Foi horripilante. Durou mais ou menos uns 10 segundos. Depois ejaculei na garganta da véia.
Eu não sabia se dava risada ou vomitava de nojo. Acabei não fazendo nenhuma das duas. Apenas continuei segurando o telefone, com cara de idiota.
— Nando, se eu estou mentindo como você explica o sumiço da porra?
— Hã? Puta merda, Pezão. Eu estou cagando e andando pra onde foi parar a sua porra. Sei lá, meu! Putz, que nojo! Nem vou tomar café hoje.
— A porra sumiu porque a véia engoliu. Cara, eu estou falando a verdade.
— Já procurou a porra no seu ouvido? — Hahaha... lembram do filme?
— Idiota, aquilo só acontece no cinema. Como a porra do cara iria parar no ouvido e ele nem perceber?
— Porra, Pezão! Você me acordou só pra me dizer que acordou ejaculado? Isso acontece com todo mundo, é normal.
— Cara, o que aconteceu comigo não teve nada de normal. Eu fui chupado por uma alma penada. E o que é pior, uma alma penada velha.
— Putz! Você acredita mesmo que o fantasma da véia voltou só pra te fazer uma chupetinha?
— Claro que sim. A velha não negava pra ninguém que gostava de mim. Quem garante que o último desejo dela era pagar um boquetinho pro gostosão aqui?
— Pezão, você matou a véia. Se eu fosse ela teria cortado o seu pau durante a noite.
— Pois é, cara. Mas estou falando a verdade. Acredite ou não, o fantasma da véia esteve aqui no meu quarto nesta madrugada. Putz! Fiquei arrepiado novamente.
— Eu teria me cagado de medo. Esse lance de assombração não é comigo.
— Eu me caguei todo também, cara. Logo depois de ejacular na garganta da véia alma penada eu corri pra privada e bati um barrão muito louco. Caguei colorido. Tinha merda verde, abóbora, laranja ... Caguei o arco-íris todo. Muito estranho. Nunca fiquei tão apavorado em toda a minha vida.
— Putz! Garanto que o cheiro espantou o fantasma da véia pra sempre. Fique sossegado.
Pezão riu.
— Cara, nem acredito que estou rindo. Passei a pior noite da minha vida.
— Pezão, você vai ficar famoso, cara! Já imaginou você contando sua história lá no programa do Ratinho? Hahahaha .... Título: "Rapaz recebe boquete do além".
— Vai se foder!
— Mas... diz aí... foi bom?
— O quê, cara?
— O boquete da véia. Foi bom?
— Nem tanto. O da sua mãe foi melhor.
— Enfia o dedo no cu e assopra, filho da puta!
Pezão é meu brother, mas eu juro que um dia eu ainda mato este desgraçado filho de uma puta.
Era só o que faltava, o fantasma de Dona Mirandinha assombrando o Pezão. Ah, bem feito. Tomara que a véia atormente a vida dele pra sempre. Porra, mas que diabos eu estou falando? Eu nem acredito em fantasmas! Vocês já repararam que os fantasmas do filmes são sempre iguais? Todos escolhem uma família pra azucrinar. Derrubam quadros, balançam cortinas, batem portas, puxam correntes, etc... Puta merda, isso é ridículo. Se eu fosse fantasma eu não faria nada disso, eu iria procurar um banheiro feminino pra ficar espiando a mulherada tomando banho. Simples. Quer vida melhor do que esta? Não ter que se preocupar com colégio, trabalho, etc... Oh, coisa boa! Será que fantasma pode bater punheta? Está aí outro mistério misterioso do infinito misterioso.
Agora mudando completamente de assunto ... muita gente me perguntou o que aconteceu com a Ruthinha. Bom, terminamos. Não teve outro jeito, o Hitler não me deixava em paz. O cara me odiava. Até agora eu não entendi o motivo deste ódio todo. Só porque me flagrou transando com a Ruthinha no sofá da sala? Porra, se algum dia eu flagrar minha filha trepando com o namorado na minha sala eu não vou.... Puta merda! Ele tem razão em me odiar. Até hoje eu tenho a sensação de que ele me segue por aí. Acho melhor ficar esperto ou vou acabar com a boca cheia de formiga numa valeta. O cara leva jeito pra serial killer. Pelo menos cara ele já tem. Eu, hein! Vou sentir saudades da Ruthinha. Tão bonita, tão inteligente, tão meiga, e é claro, tinha os peitinhos tão durinhos!!! Coisa de louco! Transamos umas 5 vezes. Mas uma eu neguei fogo. Ah, mas eu não tive culpa! Sem querer eu liguei a televisão do motel e estava passando um documentário sobre a Segunda Guerra Mundial no canal GNT. Nem preciso dizer quem apareceu fazendo um discurso para suas tropas, preciso? Como eu iria me concentrar? Mesmo com os olhos fechados eu via o Hitler peladão ali na cama! Assim não há pinto que levante, né? Hummm... Você ficou excitado ao imaginar o Hitler peladão na sua cama? Xiiiiiii ... Você camufla.
Algumas semanas após o telefonema ridículo sobre a chupeta fantasmagórica....
Din Don!!! Din Don!!! A campainha toca. O quê? Não é "Din Don" o barulho correto? Ah, foda-se. O da minha campainha é assim e pronto.
Puta merda, tomara que não seja pra mim. Odeio quando me chamam no portão e estou no banheiro cagando. É horrível, não? Principalmente quando é a namorada. Não tem coisa pior que você deixar a namorada te esperando na sala enquanto bate aquele barrão no vaso. Pior ainda quando você deixa o banheiro completamente detonado. Tem vezes que o maldito cheiro de carniça toma conta da casa inteira. Putz! Tomara que não seja pra mim! Tomara que não seja pra mim! Tomara....
— Nando, estão te chamando no portão! — grita minha mãe.
— Que bosta!
— O que você disse?
— Eu já vou! Pede para esperarem um pouco. Quem é?
— É o Pezão. O que você está fazendo aí?
Puta merda! Só me faltava essa. O que mais eu estaria fazendo? Ah, sei, entendi. Mas vocês acham que eu admitiria? Não, né? E você?
— Estou em reunião com os empresários da minha subsidiária em Nova Iorque! — A melhor forma de fazer a pessoa se tocar é fazer isso. Fale algo absurdo.
— Hã?
Pois é, mas ás vezes não funciona. Aí você precisa apelar:
— Pô, mãe, to cagando!!!
— Ah, sei.
Porra, o que será que o Pezão quer? Pra ele vir até aqui pessoalmente deve ser alguma notícia muito boa ou muito ruim. É sempre assim, o filho da puta só toca minha campainha pra contar desgraça ou dizer que comeu uma mina muito gostosa. Tomara que desta vez não seja pra nenhuma das duas. Puta merda, será que o fantasma da véia voltou a atacar? Hahahaha ... Que bobagem, fantasmas não existem. Pezão deve ter tomado todas naquela noite e acabou levando uma outra Jurumina pra cama. Com certeza foi isso.
Deixo o banheiro e lá está ele, Pezão todo esparramado no sofá da sala. Maldito cara folgado.
— Barrão a esta hora da tarde, cara? — gritou ele. — O que você comeu?
— Não é da sua conta, cara.
— Puta merda, cara! Fecha esta porta aí! Nossa! Você comeu carniça?
Sorte que minha mãe estava lá no quintal. Ela odeia palavrões dentro de casa.
— Vai se foder! — eu disse. — Vamos lá pra fora.
Pezão tinha razão. O fudum ali dentro não estava dos melhores. Putz!
— Você vai matar todo mundo aí dentro, meu! — Pezão continuou pagando pau.
Motrei meu dedo perfumado pra ele.
— O que você veio me contar, Pezão? Desembucha!
— Cara, tenho uma boa notícia!
— É mesmo? Você vai se mudar daqui? Ótima notícia!
— Que nada! Você sentiria a minha falta. Só não tem coragem pra admitir isso.
Putz! O filho da puta tem razão. Brother é brother. Filho da puta ou não.
Pezão meteu a mão no bolso e retirou um molho de chaves. Ergueu na altura dos meus olhos e começou a balançá-las.
— Sabe o que é isso aqui? — perguntou ele.
— Um monte de chave velha.
— Sim, mas sabe de onde são estas chaves?
— Não tenho a menor idéia.
De repente Pezão começou a chupar seu polegar lentamente.
— Que diabos você está fazendo? Espere um pouco. Acho que entendi. Dona Mirandinha? — Puta merda, nunca vi ninguém imitar uma chupeta tão mal assim.
— Caralho, você é devagar, hein! É claro, porra!
— Mas o que você está fazendo com as chaves da casa da velha?
— A casa pertence a minha mãe, lembra?
— Lembro, é claro. Mas ela não vai alugar pra outra pessoa? Puta merda, não me diga que ela deu a casa pra você?
— Porra, bem que ela poderia fazer isso, né? Já imaginou ter meu próprio motel? Uhuuuuu!
— Então ela não te deu a casa?
— Não, mas pediu pra eu tomar conta enquanto ela não aluga. Disse que eu poderia dormir lá algumas noites pra evitar os olhos gordos dos ladrões.
— Porra, você veio aqui só pra me contar isso?
— Não, cara, eu vim pra te dizer que agora podemos realizar aquele nosso sonho antigo. Lembra?
Sonho antigo? Porra, que mané sonho antigo é este? Esperem um pouco, deixe-me puxar pela memória ... eu sempre tive vários sonhos...
1) Ficar invisível e olhar a minha vizinha tomando banho pelada;
2) Ser bilionário e poder ficar jogando Playstation o dia inteirinho;
3) Comer as duas Sheilas ao mesmo tempo;
4) Colocar todos os pagodeiros num avião e enviá-los para uma ilha deserta;
5) Fazer um gol na final da Copa do Mundo no último minuto do segundo tempo da prorrogação.
... e muitos outros ...
— Nando, você está dormindo? Acorda, cara!
— Hã? Foi gol?
— Que gol? Acorda! Eu estava te dizendo sobre podermos realizar aquele nosso sonho. Porra, vai ser muito foda!
— Caralho, Pezão! Mas que diabo de sonho é este que você está falando? Do jeito que você fala parece até coisa de gay!
— Puta merda, cara! Esqueceu? Aquele nosso sonho de fazermos ...
Capítulo 3 · "Um Antigo Sonho Pode Virar Realidade"
— Caralho, Pezão! Mas que diabo de sonho é este que você está falando? Do jeito que você fala parece até coisa de gay!
— Puta merda, cara! Esqueceu? Aquele nosso sonho de fazermos ...
— O nosso próprio filme pornô?
— Aaaaaaaaaooooooooo!!! — gritou Pezão, chamando a atenção de toda a rua. — Isso aí, brother! Lembrou, né? Cabação.
Como eu fui me esquecer do nosso sonho? Quando entramos na puberdade e começamos a alugar filmes de sacanagem nós fizemos a promessa de que um dia faríamos o nosso próprio filme. É claro que os anos foram se passando e a idéia foi ficando meio ridícula. Espera aí... ridícula por quê? Eu ainda quero fazer um filme pornô!!! Ridícula o caralho!!!
— Mas como vamos fazer isso? — perguntei em voz baixa, minha mãe estava se aproximando.
— Muito simples, cara. A casa nós já temos.
— A casa da velha? — Minha mãe pareceu ter ouvido, mas não deu atenção, prosseguiu seu caminho e entrou pela porta da sala.
— Claro! Na minha casa é que não vai ser, né?
— Meu, e a câmera?
— Lembra do Pedrinho Pau-no-cu ?
Comecei a rir. É praticamente impossível não rir quando ouço este nome. Pedrinho Pau-no-cu. Putz! Nem preciso dizer que é uma figuraça, né? Ah, já sei, estão curiosos pra saber o motivo do "Pau-no-cu". Bom, na verdade é uma história que eu não gosto muito de lembrar, afinal de contas eu sempre sinto uma pontada no cu quando começo a relembrar aquela tarde. Mas como eu nunca escondo nada de vocês eu vou contar. Estávamos jogando "Taco" lá na rua de casa, tudo corria bem, até que Pedrinho tropeçou em alguma coisa e caiu sentado no ... taco. Putz! Ai que dor! Senti novamente a pontada no cu. Eu sempre sinto quando conto esta história. Pedrinho foi levado para o hospital com o taco enterrado no rabo. Dizem que seu ânus levou 43 pontos. Putz! Até hoje eu me pergunto como aquilo foi acontecer. Como foi possível? Caramba, este mundo é mesmo repleto de mistérios. Acho que o mais importante é respeitarmos estes mistérios, não devemos desafiá-los. Até hoje eu me lembro da história do meu amigo Manoel, mais conhecido como Urubu Sarnento. Grande Mané Urubu, como era chamado na intimidade. Querem saber o que ele fez? Mané é daqueles caras que não acreditam em nada, tipo a Scully nos primeiros anos de Arquivo X. Certo dia, numa rodinha de amigos, nós conversávamos sobre um assunto de extrema importância para a humanidade: gases intestinais. Cada um tinha a sua teoria sobre os gases. Pezão era um dos que defendiam a tese sobre o arroto ser um peido oral. Loucura? Pode até ser, mas como já estávamos totalmente embriagados até que fez sentido para mim, tanto que apoiei esta teoria. Bom, conversa vai e conversa vem, de repente alguém disse que se você ascender um isqueiro próximo ao cu no momento exato do peido ... a pessoa poderia se tornar um lança-chamas humano. Todos ficaram pasmos e fascinados com aquela informação. Até hoje me lembro daquele "ooooooooohhhh". Ficamos impressionados com a sabedoria do nosso companheiro, o qual não consigo me recordar agora. Mas o fato é que Mané Urubu não acreditou, e ainda ficou furioso por nós termos acreditado naquela baboseira de lança-chamas humano.
— Puta merda! — gritou Mané, batendo com a mão direita na mesa cheia de copos de cerveja. — Lança-chamas humano o caralho! Onde foi que você ouviu isso?
Neste momento alguém retirou um isqueiro do bolso da calça e o colocou sobre a mesa.
— Mostra aí pra gente então! Vamos ver se é verdade ou mentira!
— É, isso aí! — lembro-me de ter gritado. Acho que gritei, nem me lembro direito, eu já estava bebaço.
Mané não fugiu, pegou o isqueiro da mesa e disse:
— Cambada de idiotas! Lança-chamas humano... — e deu uma tremenda gargalhada. — Só idiotas como vocês para acreditarem nisso.
Mané sentou com as pernas abertas sobre a cadeira do bar e colocou o isqueiro próximo ao cu. As pessoas das mesas ao lado pararam o que estavam fazendo e direcionaram seus olhares para ele. De repente o bar inteiro o observava atentamente. Até hoje eu agradeço a Deus por ter me permitido estar ali para ver aquilo de tão perto, caso contrário eu nunca acreditaria. Caro amigo, foi real, Mané Urubu fez tanta força, mas tanta força que soltou um dos maiores peidos da face da terra. Puta merda, e as chamas!!! Sim, houve uma rajada de fogo digna dos filmes de Hollywood. Mané incendiou o bar. Pessoas correram desesperadas, jogando mesa, cerveja e tudo mais para o alto. Pobre Mané, o cara continua pagando pelos estragos do bar até hoje. Seu cu? Dizem que ele perdeu naquela noite, sei lá. Uma rajada de fogo como aquela saindo direto do seu ânus não deve ser nada refrescante. Pobre Mané. Agora Mané Lança-chamas, para os íntimos.
Sei que vocês devem estar preocupados comigo, né? Afinal eu estava lá, eu poderia ter morrido carbonizado. Não se preocupem, não sofri nenhum arranhão. Eu bebo sim, mas em momentos de perigo eu corro feito um condenado. Pezão sofreu algumas leves queimaduras, mas nada sério.
— Pedrinho Pau-no-cu. É claro que me lembro. Ele ainda trás aquelas tranqueiras do Paraguai?
— Opa, é claro! — os olhos de Pezão até brilharam.
Já saquei tudo. Vocês também já sacaram?
— Adivinha o que ele trouxe da última vez que foi lá? — seus olhos ainda brilhavam.
— Câmeras de vídeo. — eu disse, esfregando as mãos e fazendo cara de Dr. Evil.
— Sim, um monte. Todas minúsculas, cara!
— Eu sei, estes malditos japoneses são foda. Eles fazem tudo bem pequeno.
— É verdade, igual ao pau deles.
Ambos caímos na gargalhada. Minha mãe passou por nós repentinamente, dizendo:
— Xiiiiii. Boa coisa não pode ser.
Continuamos a rir. Quando ela se afastou prosseguimos com nossa conversa.
— Mas eu não tenho grana pra comprar câmera, Pezão!
— E quem disse que vamos comprar?
— Não vamos? O Pau-no-cu vai nos emprestar?
— Sim, mas com uma condição.
— Qual?
— Ele também quer participar do filme.
— Ah, é justo.
— Além disso vai ser engraçado pra caralho ver o Pau-no-cu comendo alguém.
Comecei a rir histericamente, assustando um garotinho que passava de bicicleta sobre a minha calçada. Eu só parei de rir quando me dei conta de uma coisa. Bom, acho que você também já deve ter se lembrado deste pequeno detalhe, né?
— Pezão, e mulher? Onde vamos achar biscate pra fazer o filme?
— Porra, Nando, acorda! Biscate é o que mais tem aqui nesta bosta de cidade.
— Eu sei disso, caralho, mas não é qualquer biscate que topa ser filmada! Não pensou nisso?
— A mulherada adora isso, cara. Vai por mim.
— Sei não, cara. Isso pode dar rolo.
— Sossega, Nando. Se não toparem a gente deixa elas de porre e aí tudo vai dar certo. Porra, as câmeras são tão pequenas! Elas nem vão notar. Qualquer coisa a gente diz que são vibradores de última geração. Fica frio.
— Quantas biscates você está pensando em levar pra lá?
— Acho que umas três. Cada um come uma e depois a gente revesa. O que acha?
— Boa idéia. — respondi imediatamente, afinal eu sigo aquela velha teoria: 1 Mulher é pouco, 2 Mulheres é bom e 3 é BOM DEMAIS!!!! — Cara, nem estou acreditando que a gente vai mesmo fazer isso?
— Ah, a gente vai sim, nem que eu tenha que pagar umas putas. Ou vai ou racha. Nosso sonho será realizado.
— Iiiiiiiiiiissa!!!! Gostei de ver, Pezão!
— É nóis na fita, mano.
— É nóis na fita, pode crer.
Aaaaaaaaaaaaaaaaaaoooooooooooooooo!!! Suruba!!! Uhuuuuuuuuuuuuu!!!
Eu sempre tive vontade de saber como é uma suruba. Agora eu vou saber, e mais, vou ter tudo gravado em fita VHS!!! Puta merda, vai ser demais. É claro que eu vou ser obrigado a apagar as cenas em que o bundão branco do Pezão aparecer na tela, né? Ou talvez eu junte todas estas cenas e mande para a Bandeirantes passar no Cine Sinistro. Sei lá... hehehe.
O foda vai ser achar as 3 biscates pro filme, não vai ser tão fácil como o Pezão está achando. Eu estou numa fase podre, não estou conseguindo comer ninguém, meus xavecos estão meio furados e minha auto-estima está baixa. Pra piorar a situação as Pé-Vermeio que costumam dar sopa nós já traçamos praticamente todas. Não vai ser tão fácil assim. Meu caderninho de telefones tem um número razoável de mulheres, mas aposto que 99,99 por cento bateriam o telefone na minha cara ao fazer a proposta. Será que Pedrinho Pau-no-cu conhece umas biscatonas gostosas? Tomara!!!
Capítulo 4 · "Conhecendo a Casa"
Meu caderninho de telefones tem um número razoável de mulheres, mas aposto que 99,99 por cento bateriam o telefone na minha cara ao fazer a proposta. Será que Pedrinho Pau-no-cu conhece umas biscatonas gostosas? Tomara!!!
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Olá, pessoal, eu sei que vocês ficaram animados com o nosso filme pornô. Na verdade muita gente ficou também. O babaca do Pezão andou comentando com a galera e nem preciso dizer que já tem uma penca de manés querendo dar uma de galã no nosso filme. Puta merda! Meu telefone não pára de tocar! Será que a tara de todo homem é fazer um filme pornô? Porra, parece que sim. Pensando bem ... já era de se esperar. Qual homem não quer dar metidinha sem compromisso e ainda receber um cascalho no final? Parece o emprego dos sonhos. Mas não sei se é tão fácil quanto parece. Nunca transei com outras pessoas me filmando antes. Será que o Nando Jr. vai ficar com vergonha? Tudo pode acontecer, né? Putz! E se o Nando Jr. negar fogo? Ah, não, eu pego a câmera e quebro a fita. Broxar é normal, mas gravar a broxada já é demais da conta! Sai fora! E se o Pezão pega esta fita ele passa pra meio mundo. Eu conheço aquela peste dos infernos. Uma vez eu tive diarréia e o filho da puta espalhou pra todo o colégio. Em qualquer lugar que eu ia tinha sempre uma galera atrás pagando pau.
Bom, ainda não temos nenhuma mulher pra fazer o filme, em compensação temos mais de 60 candidatos querendo uma pontinha como galã. Cortamos todos, é claro. Sai fora! Seremos apenas os 3 mesmo. Eu, Pezão e Pedrinho Pau-no-cu. Puta merda, vai ser hilário filmar o Pedrinho comendo alguém. Aquelas perninhas tortas dele... hahaha... acho que vou balançar a câmera de tanto rir. A gravação vai sair uma merda só.
Duas horas depois, Pezão reapareceu na porta de casa.
— Vamos dar uma olhada na casa? — disse ele, usando óculos escuros daqueles cabulosos. Meu rosto ficou enorme no reflexo. Fiquei parecendo um ET de Varginha.
— Caralho, Pezão! Comprou esta porcaria na lojinha de 1,99 ?
— Sai fora! 1,99 o caralho! Paguei 70 paus, cara.
— Vai tomar no seu cu então.
— Eu posso até tomar no cu, mas vou tomar no cu usando meu óculos de 70 paus.
O bom de conversar com o Pezão é que sempre mantemos o nível. Acho que vocês já notaram, né? Por quê será que nós gostamos tanto de falar palavrão? Eu tenho vontade de inventar um palavrão que fique famoso. Qualquer dia desses vou começar a chamar todo mundo de Brichovando. Não sabe o que é um Brichovando? Melhor ainda, aí é que está o segredo da coisa. Quer bater uma aposta comigo? Mais 5 anos e o Brasil inteiro vai conhecer este novo palavrão. Semana que vem já começo a espalhar esta praga pelo mundo. Vai sair até no Dicionário Aurélio. Na Copa do Mundo você vai assistir aos jogos assim... "Pô, Ronaldinho! Vai tomar no Brichovando, seu Brichovando do caralho!"
Olhei para o Corsa do Pezão, tinha alguém lá dentro. Era o Murilo, mais conhecido com Bill Gates Jr. Lembram da figura? Sim, ele mesmo, o irmão caçula do Pezão. Maldito molequinho filho da puta. Até hoje não esqueci aquela maldita bala.
— E aí, piolho do saco? — gritei para o pirralho, fazendo sinal de jóia com o polegar direito.
— Vai tomar no Brichovando! — hehehe... brincadeirinha. Ele não disse isso não. Na verdade ele falou assim:
— Beleja, Nando?
Porra! O "beleja" é minha marca registrada! Ninguém pode usá-lo não!
— Beleja o caramba! Quem diz beleja sou eu!
Ah, pra que discutir com o garoto, né? Deixa pra lá. No final das contas o Murilo é o menos pior da família.
— Vamos? — disse Pezão, abrindo o portão de casa.
— Vamos. Mas que diabos o seu irmão está fazendo aqui com a gente? Ele vai acabar descobrindo tudo. O pirralho é foda, você sabe disso.
— Ele já sabe de tudo.
— O quê?
— Como você mesmo disse. O pirralho é foda. Ele me ouviu conversando com o Pau-no-cu pelo telefone e aí fodeu tudo. O maldito me chantagiou.
— Como assim? O que ele quer? Porra, Pezão, o moleque é de menor, se ele participar do filme vai dar rolo pra gente. Pedofilia é crime!
— Fica frio, cara. Ele só quer ver a gente comer a mulherada. Só isso. Ele disse que está cansado de ver só foto, né? Hehehe.... deixa o moleque. O filho da puta está aprendendo comigo. Disse que se não deixarmos ele assistir ao vivo vai contar tudo pra minha mãe.
— Putz! Aí fodeu.
— Justamente. Não temos outra escolha. O garoto vai ver a gente dar um trato nas pé-vermeio. Talvez aprenda algumas técnicas com o gostosão aqui.
— Grande bosta.
O moleque tem 12 anos. Nesta idade eu adorava olhar aqueles catálogos de calcinha e sutiã que uma amiga da minha mãe sempre esquecia em casa. Bom, na verdade ela não esquecia, eu ... ah, você já sacou. Quanta babaquice, né? Hoje em dia tem foto de mulher pelada até em gibi da Luluzinha, ficou fácil pra gurizada.
Entrei no carro e o pirralho ficou me encarando.
— O que foi, moleque? — perguntei.
— Quer uma bala?
— Ah, hoje você não me pega. Está me achando com cara de idiota?
O pirralho começou a rir e não parava mais. Quase engasgou de tanto rir. Pezão saiu queimando o asfalto, como sempre. Pneu pra carro do Pezão tem de ser muito bom, caso contrário não dura uma semana.
Estávamos calados. Pezão ligou o rádio. Aquela maldita música da "Egüinha Pocotó" começou a tocar.... "pocotó pocotó pocotó ... minha egüinha pocotó!".
— Puta merda, Pezão! — gritei. — Troca de rádio, pelo amor dos meus filhinhos!
Pezão colocou no sintonizador automático. Mas não adiantou muito. Caiu naquela musiquinha sem-vergonha do Rouge. Até hoje eu não consegui entender porra nenhuma desta música. Aposto que você também não.
— Deixa aí, Pezão! — gritou o pirralhinho.
— Porra, não precisa cuspir! — reclamou Pezão, passando a mão atrás da orelha.
Olhei espantado pro garoto.
— Você curte esta bosta, meu?
Antes que o pirralho me respondesse, Pezão disse:
— Esta bosta não vai tocar no meu som de jeito algum. — e desligou.
— Deixa tocar, caramba! — insistiu o moleque.
— Ce tá virando bicha? — resmungou Pezão.
— Vocês estão por fora.
— Por fora está você, ouvindo estas musiquinhas de merda. — eu disse. — Na sua idade eu só ouvia Black Sabbath, Iron, Slayer, e por aí vai. Rock na veia, saca?
— Eu também curto estas bandas. Eu também odeio Rouge, mas aquela música é legal. Eu pesquisei na internet e descobri o que significa a letra.
— Música de bandinha adolescente é tudo igual. Nem precisa de internet pra saber que é sobre alguma patricinha que deu pro entregador de pizza e agora não sabe se fica com ele ou dá pro namorado da irmã, um que faz faculdade de Psicologia na mesma faculdade que ela. A mesma mela-cueca de sempre. Depois montam um clipe horrível com um ator meia-boca da Globo, certamente um que trabalha em Malhação. Pagam um jabá pra MTV e pronto! Sucesso!!! Mais fácil que isso... só roubar pirulito de criança cega.
— Nada a ver, cara. Você viajou feio. Aquela música tem versos satânicos.
— Ah, fala sério! — zombou Pezão.
— É sério! Eu li num site alemão!
— Vai se foder, mano. E desde quando você fala alemão?
— Não precisa, seu besta! Nunca ouviu falar em tradutor?
— Tradutor o caralho.
— Calma aí, Pezão! — eu estava interessado em saber a tradução daquela porcaria de música. — Continua, garoto. Conta como é a letra.
— Porra, Nando! — gritou Pezão. — Vai cair novamente na dele? Você está cansado de saber que ele só apronta pra cima da gente!
— Eu nunca apronto nada! Vocês é que são muito burros!
Porra! Eu defendo o moleque e ele vem com uma dessas? Fiquei puto também.
— Oh, então pega a letra da música e enfia no...
Pezão pisou fundo no freio. Sorte que eu estava com o cinto de segurança. Quase entramos na lateral de um Fiat 147. Pezão esticou o dedão pro cara do Fiat, gritando:
— Porra, aqui não é lugar de carroça! Vende esta bosta e compra uma Monareta! Vai andar 10 vezes mais rápido, seu babaca filho da puta!
Monareta! Putz! Hahahaha... Maldito Pezão, desenterrou um defunto. Será que existe esta bicicleta ainda? Acabamos todos rindo. O Pezão é foda pra xingar. A gente acaba rindo antes mesmo dele abrir a boca.
Chegamos na casa da velha. Quero dizer, onde a velha morava. Descemos do carro e passamos pelo portão de ferro.
— Você não tem medo do fantasma da velha vir chupar seu pau outra vez? — eu disse, e comecei a rir feito um louco. O pirralho só olhou pra mim com cara de bunda. Acho que ele não entendeu a piada.
— Pode vir, se ela quiser. Aproveito e dou uma chupadinha naquele cu despinguelado.
Entramos na casa. Estava um fudum dos infernos. Eu não conhecia aquele cheiro, era uma mistura de peido com peixe morto.
— Caralho, meu! Enterraram a velha na sala? — reclamei, tampando as narinas. Pezão e o filhotinho de Bill Gates fizeram o mesmo.
— Nossa! Como é que a gente vai conseguir trepar com um cheiro desses?
— Ah, toda pé-vermeio tem cê-cê mesmo! Nem vão notar!
Eu e Pezão caímos na gargalhada. O pirralho nem tchum. Ou o maldito garoto é sério demais ou é surdo. Ah, já sei, acho que ele não faz a menor idéia do que seja uma pé-vermeio. Deixa quieto, um dia ele vai saber.... hehehe...
Passamos pela sala e começamos a pesquisar os quartos. O cheiro melhorou um pouco. Curiosos, começamos a fuçar nas gavetas dos móveis. Enquanto fuçávamos feito crianças arteiras, puxei assunto com o pirralho:
— Você vai contar o que significa a letra da música ou não?
— Não, vocês vão zoar comigo.
— Claro que vamos, seu bichinha. — disse Pezão, segurando uma calcinha velha que ele achou numa gaveta. — Isso é seu, mano.
O pirralho mostrou o famoso dedo pro irmão. Pezão deu risada, jogando a calcinha longe.
— Não vou zoar, prometo. — eu disse.
O pirralho começou a falar, meio ressabiado:
— A música fala sobre Belzebu e seu rebanho.
Pezão caiu na gargalhada. Eu dei uma força pro moleque:
— Deixa o babaca rir, continua.
— A música é basicamente um verso satânico, onde o Belzebu convoca discípulos para o fogo do inferno.
— Caralho! — o moleque falou tão sério que eu estava quase acreditando.
— Mas num site italiano dizia que a música era sobre uma vaquinha vesga que tinha perdido suas tetas no meio do mato. Sei lá, né? Quem garante?
Comecei a rir, pensando que o negócio do site italiano era piada. Mas o pirralho nem esboçou uma risada. Acho que ele estava falando sério. Acreditem se quiser.
— Você é foda, Bill Gates. — zoei com o garoto.
— Bill Gates o caralho! — oloko! O pirralho falou igualzinho o irmão. — Bill Gates só roubou os projetos dos outros, sabia?
Eu fiquei olhando o pirralho e nem percebi algo hilário acontecendo bem na minha frente. Pezão achou uma daquelas roupas de sadomasoquista. Preciso dizer pra vocês que ele vestiu aquilo? Quase tive um ataque do coração. Comecei a rolar no chão de tanto rir. Até o pirralho não resistiu. Ficamos os dois rolando de tanto rir. Quase mijei na cueca. Pezão achou o chicote numa outra gaveta e começou a bater nele mesmo.
— Ai, Pezão, ai, ai, como você é gostoso! — repetia ele, chicoteando a si mesmo.
Meu, que cena ridícula!!! Foi uma pena não estarmos com uma câmera naquele momento, pois seria algo digno das casssetadas do Domingão do Faustão ou poderiam mostrar naquele programinha sem-vergonha da Monique Evans. Lembrou, né? Eu sei que você também assiste. Tem certos programas que são foda. Todo mundo mete o pau, mas está sempre assistindo. Quem nunca assistiu a uma pegadinha do Mallandro, que atire a primeira pedra. Ah, outro programinha escroto que todo mundo assiste é aquele tal de Liquida Mix, mas este eu até dou um desconto, afinal a TV Gazeta passa esta porcaria o dia inteiro!!! Deveriam mudar o nome do canal pra Liquida Mix Television. Eu dou muita risada com aquelas clínicas de estética de rejuvenescimento. Dia desses o apresentador perguntou pra uma ex-cliente: "Antes você pesava o dobro, né?" A mocinha respondeu que sim, antes ela era uma tremenda baleia. Aí o apresentador começou a perguntar: "Você tinha Amigos?" Ela respondeu com uma carinha triste: "Poucos". O apresentador, muito cara-de-pau, disse: "Hummm, e agora?" Ela respondeu com um puta sorriso no rosto: "Muitos, muitos mesmo!". Poxa! Que merda! Isso só provou uma coisa! Ela era uma gorda muto chata! Todos os gordos que eu conheço têm muitos amigos! Mesmo os mais chatos estão sempre rodeados de amigos. Se depois de emagrecer ela está cheio de amigos isso não significa nada! Certamente estes tais "amigos" só querem comer o cuzinho magro dela. Galera, desculpa o desabafo, mas este comercial merecia uma pagada de pau. Nunca vi nada tão ridículo. Quero dizer, só perde para o Pezão usando roupinha de sadomasoquista com chicotinho na mão, né? Isso porque nem mencionei que metade do bundão branco dele ficou pra fora. Putz! Que dureza. Depois dessa preciso de uma 51.
— Meu, a velha era tarada mesmo! — disse Pezão, vestindo novamente sua roupa.
— Acho que sim. Nem vou dizer o que achei naquela gaveta ali.
Eu não quero contar para o Pezão, porque sei que ele vai me zoar pro resto do dia. Mas pra vocês eu até conto. Enfiei a mão na gaveta do criado-mudo e senti algo roliço. Putz! Foi horrível! Tinha um pintão de borracha. Eca!!! Mesmo de borracha... eca!!!
— Caralho, aposto que a velha fazia uns bacanais aqui toda a semana! — disse Pezão.
— Você acha? Eu tenho certeza. A velha tinha mesmo uma cara de biscatona. Se você tivesse topado comer o cu dela aquela vez ... poderíamos ter entrado para o clube.
— Sai fora! E você faria o quê?
— Eu comeria as netas, é claro.
— Babacão, a velha era sozinha no mundo. Esqueceu?
Bom, recapitulando: Pedrinho Pau-no-cu tem as câmeras. A casa tem dois quartos com cama de casal, além de um monte de acessórios eróticos ... hehehe ... Que beleza! Brinquedinhos extras para o prazer. Babaca, eu sei o que você pensou aí, viu? Não, aquele negócio no criado-mudo vai ficar quietinho lá. Sai fora!
Continua faltando alguma coisa. Claro, as pexecas! Opa, espera aí, falta mais uma coisa também... precisamos comprar um Bom-Ar pra desinfetar aquele maldito cheiro de peido com peixe morto lá da sala, né? Não tenho certeza, mas acho que o Nando Jr. não gostou daquele cheiro. Apesar de que já encontrei algumas pexecas com um cheirinho parecido e ... ah, deixa pra lá!
Capítulo 5 · "Pedrinho Pau-no-cu e o Pokemon"
Continua faltando alguma coisa, né? Claro, as pexecas! Opa, espera aí, falta mais uma coisa também... precisamos comprar um Bom-Ar pra desinfetar aquele maldito cheiro de peido com peixe morto lá da sala, né? Não tenho certeza, mas acho que o Nando Jr. não gostou daquele cheiro. Apesar de que já encontrei algumas pexecas com um cheirinho parecido e ... ah, deixa pra lá!
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Voltamos para o carro. E falei:
— Não poderíamos achar um lugar melhor para o nosso filme Reparou como o lugar tem um puta cheiro de sacanagem? Imagine quantas surubas não rolaram ali! No mínimo umas duzentas. Até o jardim tem cheiro de pexeca no cio.
— Eu vi até porra seca nas paredes. — disse o filhote de Bill Gates.
Começamos a rir.
— Igualzinho ao seu quarto, fedelho. — disse Pezão.
O garoto mostrou aquele famoso dedo para o Pezão. Relacionamento entre irmãos, uma coisa linda de se ver.... hehehe. Só quem tem é que pode dizer a merda que é.
Pezão saiu cantando os pneus, mas tomou um rumo diferente da minha casa.
— Aonde você está indo, cara? — perguntei.
— Fica frio, eu fiquei de passar na casa do Pedrinho.
— Por quê o apelido dele é Pau-no-cu? — perguntou o garoto.
— Conta aí, Nando. Se eu contar vou começar a rir e bater esta porra num poste.
Contei a história pro garoto. Ele não acreditou, mas foda-se. Nós todos estávamos lá e vimos.
— Já te contei? — disse Pezão, de repente. — O Pedrinho Pau-no-cu conhece um cara que vai descolar umas vagabundas pro nosso filme.
— É mesmo? — respondi animado. — Porra, finalmente uma notícia boa. Que cara é este? Algum cafetão?
— Sei lá. Ele não quis entrar em detalhes. Mas disse que o cara tem as manhas.
— Xiiiiiiii, fodeu. O cara vai querer participar do filme também.
— Ah, foda-se. Se ele conseguir umas gostosas até merece participar.
— Eu também posso? — perguntou o pirralho, todo excitado.
— Vai cagar no mato, Murilo! — disse Pezão, rindo. — Estas vagabundas por aí te comeriam vivo!!! Você com esta minhoquinha aí não vai a lugar algum!
Hahahaha....... Sacanagem, agora o Pezão pegou pesado.
— Minhoquinha o cassete! — gritou o pirralho.
Porra! O garoto botou o bilau pra fora e ficou descontrolado.
— Pega aqui na minhoquinha, pega! Vai tomar no seu cu!
— Guarda isso aí, porra! — eu gritei. — Guarda isso aí! Ficou maluco?
— Se você encostar esta bosta aí no meu carro eu te mato, fedelho! — Pezão estava vermelho de raiva.
Eu nem me atrevi a olhar o pingulim do moleque... sai fora! Mas para o pirralho ter feito isso é porque não deve ser a tal da minhoquinha. Hahahaha..... puta merda, esta família do Pezão é maluca mesmo! Eu, hein!
Pezão parou o carro em frente ao portão da casa do Pedrinho Pau-no-cu. Faz um bom tempo que não falo com ele. Tudo o que eu sei é que ele vende muamba do Paraguai.
Pezão nem desceu do carro, colocou a cara feia pra fora da janela do Corsa e gritou:
— Oh, Pau-no-cu!!! Chega aí, caralho!!!
Eu e o garoto quase nos mijamos de tanto rir. A rua inteira olhou pra nós. Menos de 1 minuto depois o Pedrinho apareceu.
— Porra, Pezão, vai tomar no seu cu! — gritou Pedrinho, puto da vida. — Não sabe usar interfone, porra?
— Interfone do Paraguai não funciona, seu bosta.
— Não funciona o caralho! Lógico que funciona! Coisa boa, porra. Tem garantia e tudo.
— Deixa isso pra lá. O que eu quero saber é se o cara que vai arranjar as vagabas pro filme está aí.
— Está sim, espera aí, vou lá chamar.
Pedrinho Pau-no-cu voltou pro interior da casa.
— Porra, eu disse que aquela merda de interfone não funcionava. — disse Pezão.
Eu e o pirralho começamos a rir novamente.
Quatro minutos se passaram e nada do Pedrinho. Pezão começou a buzinar feito um louco. De repente Pedrinho reaparece, mas não estava sozinho...
— Porra, eu não acredito no que eu estou vendo. — disse Pezão, surpreso.
Eu não sabia se dava risada ou olhava para o outro lado. Pedrinho Pau-no-cu saiu da sua casa de mãos dadas com outro cara, um japonês baixinho pra caralho, parecia até um bonequinho do Jaspion.
— O Pau-no-cu dá ré na salsicha? — eu perguntei, rindo feito um louco.
— Porra, ou ele é gay ou comprou o bonequinho Pokemon mais feio que eu já vi!!!
Pedrinho se aproximou do carro. Aquela cena era tão bizarra que eu não conseguia olhar direito. Na verdade eu não tenho certeza se a cena é bizarra ou hilária.
— Este é o meu namorado, o Almeidinha. — disse o Pau-no-cu.
Agora foi demais, todos dentro do carro começaram a rir histericamente. Eu juro que quase, faltou pouquinho pra eu urinar naqueles bancos novinhos do Corsa. Almeidinha? Isso é nome de japonês? Porra, agora o apelido Pau-no-cu faz ainda mais sentido, não concordam? Hahahaha....
— Porra, Pau-no-cu, eu não sabia que você era veado! — disse Pezão.
— Veado não! Homossexual. — disse o japonês.
— Ah, veado, gay, homossexual, tanto faz. Você dá a rosca, não dá?
— E o que isso te importa? — disse Pedrinho.
— Nada, absolutamente nada. A rosca é sua, você faz o que quiser com ela.
— Então, conversa encerrada.
— Dá um tempo, Pedrinho, eu só vim aqui para falar com o cara que vai arranjar as minas pro filme.
— Sou eu. — disse Almeidinha, o japonês com jeito de bonequinho do Jaspion.
— O quê? — Pezão ficou indignado. — Porra, era só o que me faltava. Você arranjou um monte de veado pra participar do filme?
— Não, seu idiota. Arranjei 4 mulheres mesmo. Acorda, bofe.
— Bofe o caralho!!! Vai se ferrar, seu japa queimador de rosca!
Putz! Pezão ficou tão vermelho de raiva que mais parecia um pimentão. Se eu não o impedisse ele iria saltar pra fora do carro e descer o cassete no bonequinho Pokemon.
— Que violência é esta? — gritou o japonês, afastando-se do carro. — Eu ajudo vocês e é isso que eu recebo? Quanta ingratidão!
Puta merda! Que figura este japonês! Eu não sei não, mas acho que a qualquer momento o Pedrinho Pau-no-cu vai dizer que aquilo ali é realmente um bonequinho que ele comprou no Paraguai, e que só está testando pra saber se funciona. Deve usar umas 10 pilhas.
— Acalma o seu amigo aí, Nando. — disse o Pedrinho. — Se for esta violência toda nós não vamos mais participar do filme.
Putz! Pezão ficou ainda mais vermelho de raiva.
— NÓS ????????? Sai fora! Eu não vou filmar um casal de veado queimando a rosca! De jeito algum! Prefiro comprar minhas próprias câmeras ou até cancelar esta porcaria de filme!
— Não! Isso não! — eu disse.
— Então você vai filmar a Rosa e Rosinha fazendo glu-glu ???
— Sai fora, Pezão! Eu não!!! Sai pra lá, jacaré!
— Eu também não!!! — gritou o Bill Gates Jr.
— Quanto preconceito! — disse o japonês, com as mãos na cintura.
— Porra, não é preconceito! — eu disse, já puto da vida. — É apenas.... NOJO! Caralho, eu não consigo nem imaginar vocês dois.... ah, é nojento demais... credo!!!
— Na verdade é bem simples, eu....
Pezão engatou a primeira e saiu cantando os pneus.
— Puta que o pariu!!! — gritou ele, puto da vida. — Que raiva!!!
— Calma, Pezão, olha o semáforo!
Pezão nem viu o sinal vermelho, passou feito um louco. Por sorte não passou ninguém.
— Que merda! Que merda! Eu não acredito nisso! Veadinhos do caralho!
— Pois é, agora fodeu. — eu disse, bem desanimado. — Sem as câmeras lá se foi o nosso filme.
— Vocês são uns idiotas mesmo. — disse o pirralho, de repente.
— Cala a boca, Murilo. — disse Pezão, diminuindo a velocidade.
— Se eu calar a minha boca não vou conseguir dizer pra vocês que eu tenho duas câmeras SONY de super resolução.
Pezão encostou o Corsa imediatamente, quase atropelando um cachorro velho que atravessava a avenida.
— Caralho, é verdade! — gritou Pezão, abrindo um sorriso sacana.
— Eu até filmei a mamãe tomando banho uma vez, lembra?
— O quê? Puta merda! — os olhos de Pezão ficaram arregalados, nunca vi coisa igual. — Por acaso era uma fita amarela?
— Sim, por quê?
— Eu... eu.... — Pezão começou a ficar branco feito aquelas camisas de comercial do OMO.
Puta merda!!! Já entendi o que aconteceu. Hahahaha.... Credo!!! Mês passado o Pezão me ligou lá em casa dizendo que achou uma fita amadora, e que tocou punheta a noite inteira assistindo esta fita!!! Putz!!! Sacaram o que aconteceu? Caraca!!! Se fosse eu ... não saberia o que fazer. Acho que eu me mataria. Mas... como não sou eu, vou zoar o Pezão! Hahahaha......
— Seu irmão tocou punheta vendo a fita, Murilo.
— Puta que o pariu!!! — gritou o pirralho. — A fita com a mamãe tomando banho?
Pezão estava branco, pensei que ia desmaiar.
— Seu bosta! — gritou ele, de repente. — Por quê contou?
— Porque você teria feito o mesmo comigo, seu merda.
— Com certeza.
Maldito Pezão.
— A próxima vez que você filmar alguém tomando banho... — disse Pezão, encarando o Bill Gates Jr. — filma o rosto também, seu filho da puta!!!
O pirralho caiu na gargalhada
— Burrão.
Puta merda, não sei quem é o mais doente nesta história... o pirralho que filmou a própria mãe tomando banho ou o Pezão que ... Urgh!!! Não quero nem imaginar.
Bom, a tarde está passando e nada de mulher para o nosso filme. A casa está caindo. Mas deixe-me pensar um pouco, dizem que os melhores filmes são aqueles que inovam, certo? Então... e se fizermos um filme pornô usando bonecas infláveis? Porra, seria o primeiro da história, não? Seríamos os pioneiros! Talvez o nosso filme vire um tipo de "Bruxa de Blair" dos filmes pornôs! Já imaginaram? Seríamos famosos. Seríamos entrevistados no programa do Ratinho e tudo. Iríamos revolucionar o mundo da pornografia. Pensem comigo, os produtores não precisariam pagar o salário das atrizes, eles só precisariam pagar a manutenção das bonecas, colando uns esparadrapos nos furos e tal. Isso reduziria a verba para os filmes, conseqüentemente reduziria os preços das fitas, aumentando as vendas.
Hahahaha.... Desculpa, pessoal... fui longe demais, né? É a maldita falta de muié, é nisso que dá, a gente começa a ficar meio maluco.
Pezão pegou o celular dentro do porta-luvas, meio puto da vida. Alguma coisa vem por aí. Eu conheço a figura.
— Porra, quer saber de uma coisa? — disse ele, discando pra alguém. — Eu não queria gastar minha grana nesta bosta deste filme, mas ... foda-se.
Oba! Pezão vai investir uma grana no filme? Uhuuuuu!
— Pra quem você está ligando, cara? — perguntei.
— Conheço um mané que tem o celular da Juciléia.
— A biscate?
— Não, a freira do convento São Judas Tadeu. Claro que é a biscate, né?
Começamos a rir. O pirralho ficou confuso. Acho que ele nem sabe quem é Juciléia.
— Juciléia não é aquela do filme mexicano? — perguntou o pirralho.
Putz!!! Até o moleque conhece? Maldito filme! Este sim tem tudo para virar uma "Bruxa de Blair" dos filmes pornôs.
— Fala, Cabral! — disse Pezão, ao telefone. — Meu, e aí, tudo certo? Legal. Porra, passa o celular da biscatona pra mim. Ah, regula não, meu! Não custa nada!
Pezão virou pra mim e disse:
— Tudo certo. Ele vai me passar o celular da biscate.
— Você vai contratar a ....
Pezão pegou uma caneta, mas não achou papel. Ofereci minha mão. Será a primeira vez que vou ter o telefone de uma atriz pornô escrito na palma da minha mão. Bom, sempre tem a primeira vez pra tudo, né?
— Pode falar, mano! — disse Pezão.
Pezão anotou o telefone da Juciléia na minha mão e desligou o celular.
— Vai ligar agora? — perguntei, mostrando os números.
— Vou. — e discou. — Está chamando.
— Mas você acha que ela vai topar?
— Fica quieto, porra, ela atendeu! — sussurrou Pezão, e voltou sua atenção para o celular: — Oi ... Juciléia? Tudo certo com você, gata? Quem sou eu? Acho que você não me conhece, eu sou o Pezão. Não, não é Tesão, eu disse Pezão! Isso... Pezão. Mas se quiser me chamar de Tesão, tudo bem. Como eu peguei o seu celular? Eu sou amigo do Cabral. Você o conhece, né? Então... isso mesmo. Olha só, eu quero te fazer uma proposta. Quanto você cobra por uma transa bem gostosa? Não, não será num motel. Eu tenho um lugar especial. Topas? Caraca, 200 Reais? Puta merda! Espera, espera, não desliga! Eu pago, sem problema. Mas... tem mais uma coisinha. Não, não é isso. Eu não curto animais no meio da transa, fique sossegada, não é isso. O negócio é o seguinte, eu queria filmar a transa. Que tal? O quê? Mais 300 Reais? Caralho!!! Minha filha, isso aí não é de ouro não!!! Eu já vi aquele seu filme mexicano, não tem nada de tão espetacular assim não!!! Espera, espera, não desliga! Peço desculpas, eu não quis dizer aquilo, desculpa!!! Putz, 500 Reais... ah, foda-se, eu pago.
Caraca!!! O Pezão ficou louco? 500 Reais? Maldito playboy dos infernos.
— Eu vou poder comer também? — perguntei, falando em voz baixa.
— Meu amigo pode dar uma metidinha também? Ah, sei, entendo. — Pezão fez sinal negativo pra mim. Que merda! — Sei, e esta sua amiga é ajeitadinha?
Xiiiiiiiiiii.... amiga? Fodeu, lembram da Lelê ??? Pezão prosseguiu:
— Ruiva, olhos verdes e sarada? Hummmm... Eu acho que ele vai gostar sim. E quanto ela cobra? — Pezão virou pra mim e perguntou: — Quanto você pode gastar, cara? Fala logo!
— Ah, eu estou mais duro que bilau de ator pornô. Minha carteira tem uns 80 paus.
Pezão voltou para o celular:
— Ele pode pagar 80 paus. Opa, é mesmo? Fica combinado então. Anota o local aí... Avenida das Pederneiras, número 1200, bairro Macuco Novo. Você sabe onde fica? Ótimo. Esperamos vocês lá pelas 11 da noite, certo? Beleza então, Juciléia. Beijão.
Pezão desligou o celular, e olhou pra mim com aquela maldita cara de filho da puta que só ele sabe fazer.
— Você pirou de vez, Pezão? 500 Reais?
— Porra, cara, a sua vai cobrar só 80 Reais! Está reclamando do quê?
— Sei lá, a mina deve ser uma Lelê 2, a missão. Isso se não for ainda mais feia.
— Ah, mas eu esqueci de dizer uma coisa. Os 80 Reais valem só pra ela te fazer um glu-glu, não inclui ... como ela disse, penetração.
O Bill Gates Jr. começou a rir feito um louco.
— Porra, 80 paus por um glu-glu? Sai fora, Pezão! Manda esta ruiva de olhos verdes pra casa do caralho!!! A Tina Boquinha faz glu-glu por 1,99 ... sabia?
— Calma, cara, você acha mesmo que ela vai ficar só no glu-glu ??? Faz o seguinte, paga os 80 paus, faz aquela cara de coitado que só você sabe fazer e pronto... ela fica com peninha e dá até a alma pra você. Vai por mim. O importante é que o nosso filme vai finalmente ser filmado!!! Uhuuuuuuuuuu!
Maldito Pezão dos infernos. Preciso de novos amigos.
Capítulo 6 · "Tudo no Esquema"
— Porra, 80 paus por um glu-glu? Sai fora, Pezão! Manda esta ruiva de olhos verdes pra casa do caralho!!! A Tina Boquinha faz glu-glu por 1,99 ... sabia?
— Calma, cara, você acha mesmo que ela vai ficar só no glu-glu ??? Faz o seguinte, paga os 80 paus, faz aquela cara de coitado que só você sabe fazer e pronto... ela fica com peninha e dá até a alma pra você. Vai por mim. O importante é que o nosso filme vai finalmente ser filmado!!! Uhuuuuuuuuuu!
Maldito Pezão dos infernos. Preciso de novos amigos.
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Novos amigos? Pensando bem, tenho até medo de fazer novas amizades. Eu já estou acostumado a ter amigos esquisitos. O Pezão até que não é tão esquisito, mas é um tremendo filho da puta. Pezão é uma figura abominável. Pezão é algo que deveria ser banido da sociedade. Pezão é foda, mas é meu amigo. O que eu posso fazer, né? Amigo é assim mesmo, a gente brinca, manda pro inferno, xinga a mãe, come a irmã, dá peteleco no irmão caçula, faz cocô no jardim, e ele está sempre lá, fazendo o mesmo por você. Desde que comecei a narrar minha vida vocês já tiveram a oportunidade de conhecer alguns destes malucos, como o Mamute, Zoinho, Pigmeu, Pedrinho Pau-no-cu, etc... Se vocês acharam estes caras malucos, ainda não viram nada!!! Eu não sei se é esta porra de cidade ou se sou eu mesmo, só sei que eu sempre arranjo amigo com parafuso a menos. Zé Porrinha era um dos piores. O cara ia lá em casa, cagava e sempre entupia a minha privada. Ele saía do banheiro e deixava um alien. Sim, um alien. Lembra daquela cena do primeiro filme em que o maldito sai da barriga do cara? Se você olhasse a privada iria notar a semelhança. Maldito Zé Porrinha. Bom, sei que vocês são curiosos e devem estar se perguntando porquê Zé "Porrinha", certo? Tudo bem, eu conto, o Zé era apaixonado pela nossa professora de Física. Certo dia ela veio pro colégio usando a roupa mais sexy do seu guarda-roupa. Meu, a cuecada da escola ficou tarada aquele dia. Tinha neguinho que ia pro banheiro só para.... ah, você sabe, aliviar a tensão. Bom, Zé Porrinha bem perto da minha carteira, portanto eu posso afirmar o que aconteceu. Num determinado momento da aula eu ouvi um gemido vindo da carteira do Zé, quando olhei em sua direção notei que ele etava fazendo uma careta estranha. Sim, amigos, ele estava gozando! Hahaha... O maldito teve um orgasmo só de olhar a nossa professora de Física agachar para pegar o apagador que caíra no chão. Putz! Aquela professora tinha realmente uma bunda maravilhosa, mas gozar na calça foi foda. Pobre Zé, tentou esconder a mancha na calça de todas as formas, mas não conseguiu. Resultado, até hoje ele é conhecido por Zé Porrinha. Hehehe... Maldito Zé Porrinha. Ele tem uma irmã gostosa pra caralho, eu me lembro bem disso. Mas eu nunca consegui nada com ela. Na verdade eu raramente me dou bem com irmãs de amigos meus, com exceção da irmã do Pezão, né? Hehehe.... Puta merda, eu poderia ficar horas aqui contando histórias e mais histórias de amigos meus. Mas... acho que não é isso que vocês querem, né? Porra, deixa eu contar só mais uma, posso? Então, vou contar um negócio que aconteceu com o Walter Mercado. Calma, não é aquele Walter Mercado que fala "Ligue Djá", mas um sósia! Hahaha.... este nosso amigo, o Walter, era muito parecido com o cara da TV, então a gente sacaneou ele, apelidando-o de Walter Mercado. Bom, certa vez o nosso amigo foi pra São Paulo e resolveu conhecer a cidade. Como não poderia ser diferente, ele acabou indo num dos diversos shoppings da cidade. Não me lembro qual exatamente, mas lá estava ele. De repente, eis que surge uma figuraça diante dele, e segurando um puta microfone da Rede Globo. Sim, era ele, aquele que ninguém sabe se é bambi ou não é, o tal de Maurício Kubrusli, aquele que usa uma barbinha sem-vergonha, um que sempre faz reportagens pro Fantástico. Sim, amigos, ele mesmo. Era véspera de Natal e o nosso amigo Maurício Kubrusli estava fazendo uma reportagem sobre o saco do Papai Noel. Ele chegava nas pessoas que passeavam pelo shopping e perguntava: "Você sabe o que tem dentro do saco do Papai Noel?" Bom, era sempre a mesma ladainha, povinho quando sabe que vai sair na Globo muda o discurso, né? Uns diziam "No saco do meu Papai Noel tem muito amor, carinho e solidariedade." Putz! Vai ser cara-de-pau assim lá na puta que o pariu!!! Mas... eis que o nosso amigo repórter fica frente a frente com o grande Walter Mercado, não o famoso. Maurício faz aquela cara de bambi, ajeita a barba e faz a pergunta cretina: "Você, rapaz de cabelo branco, você mesmo, você sabe o que tem dentro do saco do Papai Noel?" Walter, ou melhor, Walter Mercado para os íntimos, ajeita os cabelos brancos, pega o microfone, faz um olhar 43 para a câmera e responde: "Tem porra, cacete!!!". Hahahaha..... Maurício Kubrusli não conhece meus amigos. Pobre Maurício, ficou com o Kubrusli na mão.
Já entendi, vocês até gostam de saber das atrapalhadas dos meus amigos, mas o que vocês querem mesmo é saber como será o nosso filme pornô, certo? Hehehe... eu sabia. Na verdade eu também estou muito curioso pra saber como vai ser. Sabe que eu estou cogitando a hipótese de convidar a Lelê para contracenar comigo? Sim, seria interessante, não? O problema é que não seria mais um filme pornô, mas sim o Bruxa de Blair 3. Sai fora, meu!!! Nem se me pagassem eu não teria coragem de comer aquela coisinha do fim do mundo. O coitado do Mamute deve ter pesadelos até hoje. Quero dizer, ambos devem ter pesadelos, né? Trepar com o Mamutão deve ser uma experiência no mínimo traumatizante, pra não dizer horripilante. Pobre Mamute, onde será que ele.....
Trrrrrrrrrriiiiiimmmmmm!!!!! — como sempre, o maldito telefone.
Puta merda!!!!! Vai assustar a mãe!!!!
— Fala, Pezão do caralho!!!
— Pezão do caralho? Quem disse que caralho tem pé?
— Muito engraçado, Pezão, fala logo o que aconteceu? É notícia boa ou ruim? Se for ruim não precisa nem me contar, desliga e vai tomar no cu.
— Vai se foder, meu! Que bicho te mordeu? Relaxa, cara, tenho uma ótima notícia pra você! Mas se não quiser saber eu desligo esta porra.
— Espera, você disse boa notícia?
Xiiiiiiiiiiiiiiiii, lá vem merda. Conheço o Pezão, quando ele me diz que vem boa notícia... é porque vem boa notícia pra ele, é claro. E o assunto é sempre mulher. Maldito Pezão dos infernos.
— Sim, cara, boa pra caralho! Você vai se dar bem esta noite.
— Porra, Pezão, fala logo! Você vai pagar 1000 Reais pra Juciléia e ela vai dar pra mim também???
— Sai fora!!! Está me achando com cara de playboy???
— Sempre achei, seu bosta.
— Tudo bem, eu sei. Mas não é isso não. Adivinha quem eu encontrei lá no Bar do Gordo?
— Sei lá, caralho! Conta logo!
— Encontrei o outro gordo, o Mamute!!!
Santa Pixirica!!!
— Puta merda! — gritei ao telefone. — Eu estava justamente pensando nele!
— É mesmo? Sonho erótico? Hahaha.... Sua bicha!
— Sonho erótico o escambau!!! O que o Mamute tem a ver com a história? Conta logo, porra!
— Adivinha quem ele vai arranjar pro nosso filme???
— Ah, não acredito!!! — até esfreguei as mãos, todo animado. — Jura? A loira?
— Não, caralho, a vó dele. É claro que é a loira! O Mamutão virou cafetão da americana peituda.
— Bom, eu já tinha ouvido alguns boatos, mas eu pensava que era só brincadeira.
— Eu também, cara. Mas é verdade mesmo! O Mamutão fez um precinho jóia pra você! Coisa de mano mesmo.
— Quanto?
— Cenzinho!!!
— Uhuuuuuuuuuuuuu!!! — pulei tão alto e fiz tanta farra que minha mãe veio ver o que tinha acontecido. É lógico que eu não contei o motivo da minha felicidade, né?
— Com direito a glu-glu e tudo.
— Glu-glu e tudo??? Uhuuuuuuuuuuuu!!!
— Já liguei pra Juciléia e cancelei a amiguinha biscate.
Porra, estou até com remorso. Hoje o Pezão se superou. Estou até estranhando. Será um sonho? Deixa eu me beliscar aqui, esperem um pouco. Puta merda!!!! Não, não é um sonho, o beliscão doeu pra cacete!
— Legal, Pezão, nosso filme promete!
— Ah, mete sim, vou meter muito hoje. A Juciléia vai pra casa com as perninhas tortas.
— A loira também, mano. A loira também. Ah, falando em mano, já viu se as câmeras do pirralho estão funcionando direitinho?
— Já está tudo no esquema, cara. O filho da puta tem umas 3 câmeras novinhas. Eu só queria saber o que ele faz com tudo aquilo.
— Tenho até medo de saber, cara. O pirralho é foda.
— É sim. Ele perguntou se a gente não quer transmitir nosso filme pela internet. Você tem alguma idéia do que isso significa? Eu não entendi porra nenhuma.
— Sai fora!!! Você não assistiu American Pie???
— Aquele filme em que a mina enfia uma corneta no cu do cara?
— Não, este é o segundo. No primeiro o cara instala uma webcam e... ah, deixa pra lá. Só faz o seguinte... diz NÃO para o pirralho. Diz para ele enfiar a internet no cu dele. Sem internet, por favor. Sem internet!
— Certo. Sem internet. Combinado então. Passa aqui em casa lá pelas 10 horas. Beleza?
— Beleja.
Desliguei o telefone.
Uhuuuuuuuuuuu!!! É hoje!!! É hoje!!! Estou sentindo ótimas vibrações!!! E hoje as vibrações estão realmente boas, diferentes daquelas que eu senti antes do Show do Rappa. Será mesmo? Aquele sábado eu também senti ótimas vibrações e só tomei no cu. Ah, mas hoje vai ser diferente! Hoje quem vai tomar no cu é a loira! Putz, é mesmo! Vou comer a americana!!! Aaaaaaaaooooooooo!!! Finalmente eu vou comer alguém internacional. Vou comer carne estrangeira! É hoje!!! É hoje!!! Vou fazer a loira gritar "Oh My God!" até ela virar os olhos. Ela vai gritar "Fuck me" até enjoar. Estou sentindo good vibrations!!! Today is the day!!! Oh, yeah!!! Só tem um probleminha, galera, a gente não tem grana pra colocar legenda! Hehehehe..... Dane-se, né? Um bom "Oh, Yeah" não precisa de tradução.
Ainda são 8 horas da noite. O que eu faço? Porra, acho que é melhor eu tirar uma soneca, né? Afinal de contas eu quero estar bem preparado pra esta noite tão especial. Vou cair de boca naqueles peitões siliconados. Acho silicone feio pra cacete, mas dane-se, hoje vou cair de boca na geléia. Além disso vai ser gravado, né? Se eu não cair de boca nos peitões da loira vai pegar mal pra minha reputação.
Puta merda, acho que estou sonhando. Acreditam? Espera aí, se estou sonhando, como foi que eu descobri? Ah, sei lá, só sei que estou. Querem saber como eu sei? Cacete, eu estou vestido de Pato Donald, meu pinto está medindo uns 40 centímetros, estou encostado numa nave espacial prateada e tem uma loira com 3 peitos me fazendo cafuné. O que acham? Não preciso nem dizer que a loira com 3 peitos é a mesma loira burra americana, né? Pois é, pelo menos não é a Lelê. Cacete, que sonho mais estranho! Esperem, estou ouvindo uma música. Puta merda, não acredito nisso, adivinhem só quem está pelada dançando dentro da minha nave espacial? Sim, ela mesma, a Lacraia, rebolando com uma mangueira na mão. Puta merda!!! Isso aqui não é um sonho, é um pesadelo!!! Tirem-me daqui, por favor!!! Não, não é possível, dentro da nave está a maior zona!!! Ainda bem que estou aqui fora com a loira de 3 peitos. Ei, a loira tem 3 peitos e eu estou aqui preocupado com a Lacraia dançando com uma mangueira??? Vem aqui, loira! Caralho, cadê a loira dos 3 peitos? Que merda, a loira se escafedeu. É melhor eu procurar por ela, hoje eu não vou perder a oportunidade de meter as mãos naqueles peitões. Siliconados, mas... são três, não são? Foda-se.
Caramba, a música continua. Sim, meu amigos, Egüinha Pocotó, a própria. Minha nave deve ter um som muito bom, pois está tremendo tudo aqui fora. Falando nisso, onde será que estou? O lugar parece a lua, mas eu não estou caminhando como um astronauta. Bom, isso aqui é um pesadelo, não é? Além disso eu sou um Pato Donald, não um Pato Donald inofensivo, daqueles da Disney, mas um Pato Donald com um bilau de 40 centímetros. Aaaaaaeeeeeee. Pelo menos alguma vantagem neste sonho maluco. Eu não estou muito afim de entrar nesta nave, afinal de contas a Lacraia está peladona lá, e os negócios dela estão balangando pra lá e pra cá. Acreditem, não é uma cena muito bonita de se ver. Mas, já olhei para todos os lados e não vi a loira. Meu, não é uma simples loira, é uma loira com 3 peitos!!! Eu preciso encontrá-la. Vou ter de procurá-la dentro da nave. Meu, que nave mais brega! Toda prateada, meio verde e rosa. Está parecendo carro alegórico da Mangueira. Putz grila!
Bom, vamos lá. Meu, está uma zona esta nave. Pra falar a verdade, será que a nave é minha mesmo? Afinal de contas eu sou um Pato Donald pingueludo. Patos Donalds pingueludos possuem naves? Pois é, como vou saber? Isso aqui é um pesadelo. Acho que nos pesadelos vale tudo. Quero dizer, quase tudo. Só sei que se a Lacraia chegar perto do meu bilau 40 eu dou-lhe um tapão nas fuças. Ela que experimente pra ver. Estou subindo a rampa da nave. Estou me sentindo o ET no final do filme. Pra falar a verdade estou tão ridículo quanto. Será que a minha voz também é a do Pato Donald? Deixe-me experimentar... "LOIRA PEITUDA, CADÊ VOCÊ?" Putz!!! Hahaha.... Sim, minha voz é a mesma do Pato Donald! Que gozado!
Estou eu parado na porta da nave. Todos pararam de dançar e começaram a me encarar. Até a música parou. Vocês não vão acreditar nas figuras que estão ali, todas nuas. A Xena, a Phoebe do seriado Friends, o Seu Madruga, minha professora de Física, o gordinho do filme Goonies, a ... Ruthinha, Scully e Mulder do Arquivo X e muitas outras. Todas apontando e rindo da minha cara. Bom, na verdade não estavam rindo da minha cara, mas sim do meu... bilau. Porra, estão rindo do quê? Aqui na lua o meu bilau tem 40 centímetros!!! Dei uma olhada com mais atenção e entendi o motivo das risadas. A mangueira na mão da Lacraia não era exatamente uma mangueira. Se é que vocês me entendem.
Putz!!! Finalmente acordei deste maldito pesadelo. Olhei para o relógio do vídeo e este marca 9:40PM. Caramba, o pesadelo durou mais de 1 hora? Eu, hein! Será que consegui catar a loira dos 3 peitões? Putz, com a sorte que eu tenho é mais fácil a Lacraia ter enfiado a mangueira no meu rabo. Ah, foda-se, o importante é que hoje tem rala e rola com a americana de verdade. Uhuuuuuuuuuuu!!!
Tomei aquele banhão esperto. Fiz a barba. Coloquei aquele perfume sem-vergonha da Natura que todo mundo tem. Fiz a famosa checagem e, quando eu passava pela sala, minha mãe me viu e lascou esta:
— Que estória é esta de filmagem? — perguntou ela, estiradona no sofá, assistindo novela. Pra mim, novela é tudo a mesma merda, só mudam o título. Até os atores são sempre os mesmos! Que bosta.
Ei, espere aí, minha mãe disse "filmagem" ??? Puta merda! Será que ela descobriu tudo? Putz!!! Não, não é possível. Vou dar de louco, como sempre faço, e sempre funciona.
— Filmagem? Que filmagem, mãe?
— Eu ouvi você conversando ao telefone, ouvi algo sobre uma filmagem.
Caralho, preciso de uma desculpa melhor desta vez. Opa! Já sei. Mentir é comigo mesmo.
— Ah, sim. Lembra do Churruminos?
— Churro o quê?
Putz!!! Que burrice a minha! Minha mãe não conhece os apelidos dos meus amigos, geralmente ela conhece o nome e ás vezes nem isso.
— O Claudinho, acho que a senhora deve se lembrar dele, ele vinha muito aqui em casa quando garoto. Então, ele vai se casar.
— Claudinho? Era um muito magrinho? Um que adorava tomar Nescau?
Puta merda! Minha mãe tem uma memória de elefante.
— Sim, mãe! Este mesmo. Então, ele vai se casar no mês que vem. Ele está meio sem grana e pediu pra gente filmar o casório.
Minha mãe começou a rir.
— Você e o seu amigo rico? Sinto muito, filho, mas a filmagem vai sair horrível. Lembra daquela fita do churrasco que você trouxe? A câmera balançava tanto que me deu até enjôo.
Hehehehe..... é lógico que a câmera balançava. Quem filmou o churrasco na casa do Pezão fui eu e... eu estava mais bêbado que todo mundo junto. No final da filmagem, só pra vocês terem uma idéia, eu fui ao banheiro e filmei minha própria merda dentro do vaso. Mas é lógico que eu dei um jeito e apaguei esta parte. Ou acho que apaguei, sei lá.
— Eu disse isso pra ele, mãe. Bom, agora eu vou indo nessa.
Quando eu ia abrir a porta da sala...
— Não vai nem me dar um beijo de boa noite? — disse minha mãe, meio que me olhando e meio que assistindo a Paloma Duarte dando um esporro em alguém na novela.
Putz! Beijo de boa noite? Eu estou tão excitado com a loira que não vou me arriscar a beijar minha mãe. Nem no rosto. Hoje eu estou tão tarado que é capaz de eu dar um beijo de língua na minha própria mãe. Sai fora! Eu, hein! Putz, até arrepiaram os pentelhos do saco.
— Ah, mãe, eu já estou atrasado. Tchau, beijo.
Ela nem me deu atenção. Aquele tal de Toni Ramos entrou em cena e minha mãe nem piscou. Novela é mesmo uma bosta. Mas... mulher gosta, e a gente gosta de mulher, portanto... nunca diga "Novela é uma bosta" na frente da sua namorada. Eu já caí na besteira uma vez e, acreditem, a experiência não foi nada agradável. Digamos que voltei com um puta galo na testa e minha ex-namorada ainda está colando os pedacinhos do Pingüim da geladeira até hoje. Pois é, namorada temperamental é complicado. Mas costumam ser boas de cama, então compensa. Hehehe.... Tomara que a americana peituda seja dessas nervosinhas. Não estou nem aí se ela me xingar. Vai ser tudo em inglês mesmo, eu até vou entender, mas aposto que vou ficar mais excitado ainda.
Opa!!! Tem algo vibrando na minha calça. Calma, pessoal, é o celular. Deixe-me ver, eu até já imagino quem seja. Sim, ele mesmo.
— Fala, Pezão do caralho.
— Eu gostava mais de "Pezão dos infernos". Não acho legal ver "Pezão" e "caralho" na mesma frase, entende?
— Ah, vai te catar. Já estou quase chegando aí. Beleja?
— Porra, cara! Eu marquei 10 horas com você. Já são quase 11 horas. O que houve? Foi dar um barrão antes? Está com cagaço da loirona do Mamute?
— Pezão.
— Fala.
— ENFIA O DEDO NO CU E MORRE!!!
Putz!!! O velhinho que vinha passando pela calçada quase teve um ataque do coração. O pobre coitado está me olhando apavorado.
— Calma, senhor, eu estava falando ao telefone.
— ENFIA VOCÊ, MOLEQUE!
— Tudo bem, vô. Fica frio.
Pezão rindo ao celular.
— O que houve aí? — perguntou ele.
— Nada não.
E o velho continuou sua caminhada, e continuou me encarando, esbravejando palavras sem nexo.
— Vou desligar, Pezão. Sossega o cu aí, já estou chegando.
Desliguei o celular e apertei o passo. Apesar de aparentar calma, eu estou ansioso pra caralho. Mas vai dar tudo certo. Estou sentindo. Oh, yeah!!!
Quando cheguei na mansão lá estavam eles na garagem, Pezão e o pirralho Gates jogando uma parafernália dentro do Corsa. Era fio, câmeras e caixas da Sony pra todo lado. Se colocarem mais alguma coisa não vai sobrar espaço pra nós três lá dentro.
— Cacete, pra que tudo isso? — gritei, ainda parado em frente ao portão.
— Entra logo e vem nos ajudar! — gritou Pezão, com uma caixa nas mãos.
— Ainda tem mais?
— Sei lá, entra logo.
Entrei. Mas não precisei ajudá-los. Eles já haviam descarregado tudo dentro do Corsa. O maldito pirralho Gates tem um equipamento de dar inveja a muita gente. Câmeras Sony novinhas em folha. Steven Spielberg começou assim, garoto, filmando as irmãs assustadas, fazendo seus trens de brinquedo colidirem. Bom, o irmão do Pezão começou um pouco diferente, né? Filmando a mãe peladona tomando banho. Pois é. Se bobear o pirralho não é nenhum gênio, mas sim um puta de um tarado. Ou os dois. Eu só sei que ser o caçula numa família rica deve ser uma delícia.
Após vários minutos arrumando aquela parafernália toda conseguimos entrar no carro. Deixamos a missão de abrir o portão com o pirralho, este não ficou nada satisfeito. Saiu xingando e apontando o dedo pra nós.
— É hoje, Nando! — disse Pezão, com uma puta cara de tarado.
— Sim, é hoje! Uhuuuuuuu. — não posso negar. Acho que também fiz uma puta cara de tarado.
O pirralho abriu o portão e assoviou. Pezão engatou uma ré e estacionou de frente para a mansão, na calçada. O filhote de Bill Gates entrou e Pezão saiu cantando os pneus. A calçada ficou toda preta. É agora ou nunca! Casa da Dona Mirandinha, aqui vamos nós! Eu só espero que aquele maldito cheiro de pexeca vencida não esteja mais lá.
Pezão começou a mexer no som e sintonizou uma rádio tocando Enter Sandman, do Metallica.
— Puta merda, deixa aí!!! — eu gritei, excitado.
— Meu, muita calma nesta hora. — disse Pezão, soltando o dedo do botão.
Uhuuuuuuuuu! Até o rádio está a nosso favor hoje! Já reparou como sempre sintonizávamos coisas bizarras no som do Pezão? Eu estou falando, hoje tudo vai ser diferente. Good vibrations!!! Good vibrations!!!
— Metallica é uma bosta! — disse o pirralho dos infernos.
O quê??? Ah, sinto muito, mas vou bater neste moleque. Já faz tempo que eu tenho vontade de fazer isso mesmo.
— Vai tomar no seu cu, Bill Gates do caralho! O seu cu é que tem bosta!
— Os primeiros discos do Metallica eram bons, mas depois que o vocalista arrancou a barba e mudou o corte de cabelo as músicas novas bicharam.
— Ah, pirralho, cala esta boca antes que eu arranque seus dentes.
Na verdade o pirralho até que não viajou muito não. As músicas novas realmente não são tão boas quanto as velhas, mas eu ainda estou com vontade de socar o moleque.
— Puta merda, esta música é do caralho! — gritou Pezão, aumentando o volume.
Após Enter Sandman começou a tocar Cochisé, do Audioslave. Caralho, que rádio é esta? Muito boa!!!
— Já viu o clipe desta música, Pezão? — perguntei.
— Legal pra cacete!!! O palco parece que está explodindo, legal pra caralho.
— Legal mesmo, a MTV passa direto.
— Porra, falando em MTV, você conhece aquele programinha ridículo que passa lá?
— Qual?
— O Pezão odeia o "Fica Comigo". — disse o pirralho.
— Ah, este mesmo. Conhece? Este programa é a pior bosta da MTV.
— Eu já vi algumas vezes, não achei assim tão ruim. É brega pra caralho, mas já vi coisas piores.
— Eu acho uma bosta. Porra, como alguém pode querer pagar mico daquela forma? O cara fica lá sentado numa cama em forma de coração e selecionando com qual mina ele vai ficar no final do programa. Ah, vai tomar no cu! Reparou que são sempre 4 fubangas querendo dar pro cara? O que adianta ficar todo o programa selecionando? A escolhida é sempre feia pra carallho! Já viu aquela hora em que o cara fica vendado e apalpando as minas? Porra, se fosse eu já lascava as mãos nos peitões das minas e aquela que tivesse os mais durinhos eu já chamava pro motel. Pronto, pá e bola. Aí o programa terminava e sobrava mais tempo pra passar clipes. O que acha?
— Antes eu agarraria os peitinhos da Fernanda Lima.
Todos caímos na gargalhada. Hoje tudo é motivo pra festa. Hehehe....
O celular do Pezão tocou.
— Fala, meu. — disse ele. — Mamutão? Tudo certo, gordo? Calma, já estamos chegando. A Juciléia também está aí com você? Certo, fala pra ela que já estamos chegando. Calma, gordo!!! Já estamos chegando, porra!
Pezão desligou o celular.
— Caralho, já está todo mundo lá esperando por nós. — disse ele. — Issa!!!!!
— A loira peituda já está lá? — perguntei.
— Sim, e parece que ela está uma fera. Enquanto eu conversava com o Mamute eu ouvi ela falando um monte pra ele. Não entendi porra nenhuma, mas eu acho que não eram elogios.
— O Mamutão aprendeu inglês pra conversar com a loira?
— Sei lá. Acho que ele só sabe dizer Fuck Fuck Money Money.
Eu tive um ataque de risos. O pirralho Gates nem deu bola, pois estava olhando uma morenaça que passava do outro lado da rua. Caralho, que morena! Bem que ela poderia topar fazer o nosso filme, não acham?
Meu, que rádio é esta que o Pezão sintonizou? Caralho, me amarrei!!! Agora começou a tocar Led Zeppelin, com a música Stairway to Heaven. Putz! Quer música melhor pra dar um clima? Hahaha... A loira siliconada que se prepare! Vou jogá-la na parede e chamá-la de minha lagartixa. Oh, yeah, baby!!!
Chegamos. Lá estavam eles: Mamute, a americana siliconada e a Juciléia. Putz! Dá pra imaginar a cena? Pois é. Sorte que a rua é meio escura, caso contrário a polícia poderia fazer um arrastão ali. A calçada da casa da velha estava parecendo entrada de zonão. A Juciléia até que está bem vestida, toda de laranja, parece uma garrafa de Fanta. A loira veio vestida pra matar, toda de vermelho e com um decote maior que os próprios peitos falsos. Bom, o Mamute eu nem vou falar. Ah, tudo bem, eu falo, está com um bermudão jeans enorme e uma camisa branca gigantesca. Isso é bom, pois esconde aquela banha horrorosa dele. Seu penteado continua o mesmo, isso quer dizer, despenteado. Maldito Mamute, cafetão, esta é boa. O Mamutão tem cara de segurança de cantor de pagode, isso sim. Mas cafetão, eu nunca imaginei isso pra ele. Eh, Mamutão!
— Grande Mamute, só no Fuck Fuck Money Money, hein!!! — gritou Pezão, após estacionar o carro.
Mamute mostrou seu dedo gordo pra nós. Juciléia não parava de olhar o relógio, não estava com uma cara muito boa. Parecia estar puta da vida. Bom, puta ela já é, né? A loira estava com a mesma cara de sempre, cara de quem não sabe onde está. Será que ela sabe que está no Brasil? Sei lá, americano nem faz idéia de onde é o Brasil. É verdade, pergunte qual é a nossa Capital e é bem capaz de responderem Buenos Aires, ou coisa pior. Americano só se preocupa com o próprio umbigo, o resto que se foda. Pois é, mas isso não vem ao caso agora. O importante é que americana também tem pexeca e eu vou traçar uma hoje. Hahaha... Esta foi podre, mas... hoje vale tudo!!! Só não vale dançar homem como homem, nem mulher com .... opa, mulher com mulher vale sim!!! Seria demais ver a Juciléia dar uns amassos com a loira siliconada. Oh, seria muito bom.
Descemos do carro.
— Você marcou 11 horas, meu! — gritou Juciléia. Putz! Ela é muito gostosinha!
— Tivemos alguns probleminhas, gata. Não esquenta. — respondeu Pezão.
— Eu tenho outro cliente hoje!
— Ah, minha filha, pode cancelar. Depois de sentir o poder do Pezão você não vai conseguir trepar com outro hoje.
Maldito Pezão. A biscate vai voar no pescoço dele com uma voadora, querem ver? A mulher está nervosinha.
— É mesmo? Hummmm. — disse Juciléia. Putz!!!
Ah, vai catar coquinho!!! Mulher é foda mesmo, diz que gosta de homem romântico e tal, mas no fundo elas querem mesmo um cafajeste filho da puta. É lógico que não são todas, mas...
— Oh, esta aí não é a biscate do filme pornô mexicano? — sussurrou Mamute no meu ouvido.
— A própria. — respondi, fazendo jóia com o polegar direito.
O pirralho ficou fascinado pelos peitões da loira. Não tirava os olhos.
— Oh, guri! — brinquei, tentando chamar a atenção do moleque. — Calma, eles não vão sair correndo! Hahaha....
— Nossa, ela parece uma loira que vi num site ontem! — disse o moleque. — Gostosa, hein!
— É verdade. Será que você vai conseguir filmar a gente direito? Você vai ter um ataque quando ela ficar peladona na sua frente, fala a verdade.
— Já vi mulher pelada antes, seu idiota.
— Vai tomar no seu cu, pirralho!
Porra, o moleque é gente boa, mas tem hora que abusa!
— Vocês vão ficar aí brigando ou vão me ajudar a levar as câmeras lá pra dentro? — gritou Pezão, querendo dar uma de gostosão. — Sem câmera não tem filme, sabiam?
Mostrei meu dedo pra ele. Cuzão. Está assim só porque vai comer a Juciléia. Tomara que ela passe gonorréia pra ele, ou alguma doença que deixe o pinto verde.
Bom, levamos as câmera pra dentro da casa e o pirralho Gates começou a montá-las, colocar as fitas, etc... Enquanto isso nós ficamos todos na sala. Eu bem que tentei puxar algum assunto com a loira, mas esta parecia estar meio assustada. Talvez seja o maldito cheiro de pexeca estragada. Maldita casa fedida!
Pezão, filho da puta, já estava com as mãos nas coxas da Juciléia, a biscate.
— Eu adorei o seu filme, sabia? — disse ele, todo seboso.
— Ah, eu prefiro não comentar sobre isso. Tudo bem?
— Sem problema.
Pezão tentou dar um beijo na Juciléia. Ela não deixou. Pezão ficou puto.
— Porra, eu estou te pagando 500 paus, minha filha!
— E daí? Quando estivermos no quarto, transando, até pode. Antes não.
Eu vi Pezão ficando vermelho de raiva e fiz sinal pra ele se acalmar. Seria uma puta sacanagem ele estragar tudo agora. Não concordam?
Pezão se acalmou. Ou pelo menos fingiu que se acalmou. Que bom.
— Já está tudo pronto aí? — gritou Pezão para o pirralho.
— Quase, quase. — respondeu o filhote de Bill Gates.
Não é por nada não, mas eu só espero que o moleque não apronte nada desta vez. Vocês o conhecem tanto quanto eu, né? Sabem que ele adora fazer umas sacanagens com a gente. Lembram da bala? Lembram do CD-bomba? Pois é, acho bom eu ficar de olho no guri. Só por precaução.
Meu, o silêncio na sala está constrangedor. Um olhando pra cara do outro e ninguém diz nada. Eu, hein!!! Será que os bastidores de filmes pornôs são todos assim?
— Minha cartomante me disse que eu ia fazer um filme pornô. — disse Juciléia, de repente. Até assustei.
— É mesmo? — eu disse, sorrindo pra ela. Eu queria mesmo arrancar aquele vestidinho laranja e agarrar aqueles peitinhos duros.
— Sim, ela é muito boa. Acerta tudo. Bom, quase tudo.
— Eu e o Nando já fomos numa cartomante uma vez. — disse Pezão.
Mamute começou a rir feito um maluco.
— Eu me lembro desta história! Conta outra vez, Pezão. — disse Mamute.
— Não, não vai contar porra nenhuma! — eu disse, puto da vida.
Sai fora! Isso aconteceu há muito tempo e é melhor deixar esta história pra lá.
— O que aconteceu? — perguntou Juciléia, toda animadinha. — Conta! Conta!
Pezão olhou pra mim com aquela maldita cara sacana.
— Pede pro Nando contar, ele sabe direitinho. — disse Pezão, rindo.
Maldito Pezão dos infernos.
— Não, não vou contar porra nenhuma!
— Ah, conta! — insistiu Juciléia.
Caralho, ela é tão gostosa e pediu de uma forma tão sexy que eu até fiquei com vontade de contar. Mulher gostosa é foda, a gente é capaz de comer cueca por elas.
— Tudo bem, eu conto.
Juciléia sorriu pra mim. Oh, não é por nada não, mas eu acho que ela está querendo dar pra mim também. Sei lá, pode ser só impressão minha, mas...
Bom, vamos lá. A história da cartomante.
— Então, era um sábado de tarde e ficamos sabendo que tinha uma cartomante na cidade. Nem eu nem o Pezão acreditamos nisso, mas a gente queria zoar um pouco com a mulher e por isso decidimos ir lá na tenda da dita cuja. Chegamos lá e tinha uma fila gigantesca esperando para fazer uma consulta com a tal de Madame Moju. O lugar estava um fudum dos infernos. Cheiro de bosta de galinha com mijo de gato. Sei lá, só sei que o lugar estava uma zona. O cheiro começou a me dar enjôo, eu estava louco pra sair de lá. Mas o Pezão me atormentou tanto pra ficar que eu acabei ficando. Resultado, 1 hora e meia depois nós fomos atendidos pela tal Madame Moju. A mulher era feia que doía a vista.
— Mas tinha uns peitões!!! — interrompeu Pezão, olhando para a loira siliconada.
— Ah, sim, isso ela tinha mesmo. Durante toda a consulta eu só olhei para os peitões dela. Na verdade eu estava com medo de olhar pra cara feia da Madame Moju.
— E aí? — disse Juciléia. — O que ela disse sobre o seu futuro? Ela acertou?
Pezão e Mamute começaram a rir feito duas hienas malucas. Filhos da puta.
— Por quê eles estão rindo? — perguntou Juciléia, rindo por osmose.
— Estão rindo porque são dois idiotas. — eu disse.
— Conta logo, meu! — disse Pezão. — Se você não contar, eu conto.
Maldito Pezão dos infernos. Ele me paga!!
— Bom, ela me disse que vou ser muito famoso um dia.
— É mesmo? — os olhos da Juciléia até brilharam agora. Ela quer dar aquela pexeca pra mim, já vi tudo. — O que a Madame Moju disse exatamente? Você vai ser algum ator de novela?
— Não.
— Você vai ficar famoso fazendo o quê então?
Respirei fundo e contei logo:
— Ela me disse que eu vou inventar um método revolucionário para se bater punheta, algo que vai mudar o mundo da auto-sacanagem. Madame Moju me disse que vou faturar milhões de dólares com este método.
Pronto. Contei. Satisfeitos? Todos na sala começaram a rir feito malucos fugindo de um manicômio, exceto a loira. A siliconada não moveu um músculo do rosto. A coitada parece estar em outro planeta. Eu estou começando a desconfiar que o Mamute está drogando a loira.
— E você já descobriu este novo método? — perguntou a Juciléia, toda sorridente.
Vocês vão me desculpar, mas ela pediu esta resposta:
— Já, mas preciso das suas mãos pra eu lhe mostrar. Topa?
— Topo.
Eeeeeeeeeeeeeeeeeeepa!!! Será que eu ouvi bem?
— Mas fica pra outro dia. — disse ela. Aaaaaahhh, que merda. — Hoje não dá.
— Isso aí. — disse Pezão, colocando as mãos novamente nas coxas da biscate. — Hoje não dá mesmo.
Pezão babaca. Ele que se foda. Sei não, estou sentindo que vou comer a Juciléia hoje mesmo. Está pintando um clima, sabe? Vocês também perceberam?
— Estas câmeras ficam prontas hoje ou não? — gritou Pezão.
— Estou recarregando as baterias! — gritou o filhote de Bill Gates.
Silêncio outra vez. Eu, hein!
— Posso contar uma história enquanto a gente espera? — disse a Juciléia.
— Claro, manda ver. — eu disse. Ela olhou pra mim com tesão. Bom, sei lá se foi tesão, mas olhou pra mim. Ela me quer, estou sentindo!
— É uma história muito bonita, minha mãe costumava contar pra mim antes de dormir.
— Conta aí. — disse Mamute.
— Era uma vez um garotinho alemão. O nome dele era Ainkt Froks. O sonho dele era ser piloto dos nazistas. Desde criança ele ficava observando os aviões de Hitler voando sobre a casa dos avós. Ele amava aqueles aviões. Ainkt cresceu e foi estudar pilotagem. Anos mais tarde ele entrou pro exército alemão e o sonho dele se realizou. Ainkt virou piloto nazista.
— Que legal. — disse Mamute.
— Mas a história ainda não acabou. Durante a segunda guerra Ainkt recebeu a missão de sobrevoar campos inimigos na Holanda e seu avião caiu numa fazenda.
— Pobre Ainkt. — Mamute é grandão, mas é uma manteiga derretida do caralho. — O que aconteceu com ele?
— Os fazendeiros holandeses comeram o cu dele.
Eu comecei a rir. Os outros não.
— Acabou a história? — perguntou Mamute.
— Sim, minha mãe sempre parava a história aqui.
— Ainkt não escapou dos holandeses e voltou pra se vingar?
— Que eu saiba, não.
— Ah, que bosta! Maldito alemão gay do caralho! É por isso que eu gosto de filme americano. Eles sempre voltam pra se vingar. Igual o Rambo!
Xiiiiiiiiiiiiiiii. O Mamute vai contar aquela história outra vez, querem ver? Lembram? Aquela em que ele encontrou o...
— Eu encontrei o Stallone lá nos Estados Unidos, sabia? — Esta história.
— As câmeras estão prontas! — gritou o pirralho.
Finalmente! Deus Existe!
Capítulo 7 · "O Filme"
— Ah, que bosta! Maldito alemão gay do caralho! É por isso que eu gosto de filme americano. Eles sempre voltam pra se vingar. Igual o Rambo!
Xiiiiiiiiiiiiiiii. O Mamute vai contar aquela história outra vez, querem ver? Lembram? Aquela em que ele encontrou o...
— Eu encontrei o Stallone lá nos Estados Unidos, sabia? — Esta história.
— As câmeras estão prontas! — gritou o pirralho.
Finalmente! Deus Existe!
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O filhote de Bill Gates veio até a sala com duas câmeras nas mãos. Confesso que estou sentindo um friozinho na barriga. É agora. Ou dá ou desce. Vamos fazer um filme pornô. Estou um pouco nervoso, mas também estou meio excitado. Pra falar a verdade eu queria mesmo transar com a Juciléia, este vestidinho laranja todo agarradinho no corpo está me deixando maluco, mas... a vida é assim, nem sempre é como a gente quer. Fico com a loira mesmo, tem problema não. Quando a loira siliconada ficar peladona na minha frente o Nando Júnior vai se animar. Assim espero.
— Vocês vão transar ou vão ficar sentados aí? — O pirralho está animado, olha só!
Bom, alguém precisa tomar a iniciativa, né? Olhei pra loira e...
— Let's go, my hot blonde.
Não acredito!!! A loira siliconada sorriu pra mim! Hehehe.... Ela se levantou e eu lasquei um beijão de língua nela. Acreditem.
— Oh, já vou começar a cronometragem. — disse Mamute.
— Que cronometragem? — perguntei, agarrando a bunda da loira.
— Você acha que vai ficar com ela a noite inteira, meu filho? Nossa agenda está cheia. Você só tem 1 hora pra fazer esta bosta de filmagem e tchau.
— Porra, Mamutão! Vai regular?
— Já estou regulando. Anda logo com isso. Tempo é dinheiro, mano.
Puta merda, viu? Maldito Mamute dos infernos. Bom, não posso perder tempo. Peguei a loira pelo braço e me encaminhei para o corredor. Há 2 quartos. Tanto faz, qualquer um serve. O beijo de língua me deixou no ponto. O foda foi ver o pirralho me seguindo com aquela câmera nas mãos. Preciso confessar, vai ser esquisito.
— Oh, quem vai nos filmar? — gritou Pezão, segurando a cinturinha da Juciléia.
O pirralho Gates apontou para o Mamute e deixou uma das câmeras sobre o sofá.
— Eu nem sei usar isso, moleque!
— Ah, foda-se, vai aprender fuçando. — disse Pezão, puxando a Juciléia pro corredor. — Eu acho que é só apertar "Rec" e pronto.
— Isso aí. — disse o pirralho, todo animadinho. — É fácil pra caralho. Vai lá.
Mamute pegou a câmera e começou a brincar com ela.
— Calma aí, gordo do caralho! — gritou Pezão. — Não filma agora! Espera a gente entrar no quarto, caralho!
Mamute apontou o dedo gordo pro Pezão. Eu, a americana e o pirralho entramos num dos quartos. Acendi a luz e vi uma cama de solteiro. Putz!!! Que bosta, eu não gosto de transar em cama de solteiro, eu sempre caio! Pezão, Juciléia e Mamute entraram no outro quarto, aquele em que estivemos hoje durante a tarde.
O pirralho está mais excitado que eu. O moleque está de bilau duro, coitado. Vai melar a cueca daqui a pouco.
— Já está filmando? — perguntei. O moleque está até babando.
— Ainda não. Posso começar?
— Espera aí. Deixa eu apagar a luz.
— Oh, ficou maluco? Esta câmera é boa pra caralho, mas não tem infravermelho.
— Puta merda, é mesmo! Vai ser tudo com a luz acesa, né?
— Lógico, seu burro.
Este moleque é abusado, porra! Deixa ele, não vou me irritar. Preciso me concentrar e deixar o Nando Júnior preparado. É agora!
— Vai comer a loira ou não?
— Porra, moleque, você vai calar esta boca ou não?
A loira está ficando assustada com esta gritaria toda. Preciso dizer algo pra deixá-la relaxada. Ela tem uma boca deliciosa, aquele beijo que a gente deu lá na sala foi gostoso pra cacete.
— Don't worry, my dear. Everything is fine. Are you ok?
— Yes, thank you.
— Good, very good. — e sorri pra ela.
Pronto. A loira já está mais calma. É hora de atacar!!! Segurei na cintura dela e lasquei um beijo de língua. Hummmm. Foi delicioso. O pirralho está com os olhos vidrados na bunda da americana.
— Vai filmar ou não? — gritei com o moleque. Ele tomou um puta susto, e começou a filmar.
É isso aí!!! A luzinha vermelha está piscando. Nosso filme pornô caseiro começou!!!
— Tira a roupa dela, tira! — disse o pirralho, com voz de tarado.
— Cala a boca, caralho! Assim vou perder o tesão. Fica na sua e me deixa fazer o serviço. Vai filmando tudo aí.
Desci as mãos pelas costas da loira e agarrei a sua bunda. Hummm. Será que é silicone também? Não, acho que não. Gostosa, firme, está aprovada. Uau! A loira está passando a língua na minha boca toda. Continua! Continua! Muito bom! A americana entende do negócio, olha só! Arranquei a minha camisa, ela me ajudou. Agora eu vou arrancar o vestido vermelho dela. Estou louco pra ver estes peitões!
— Isso, tira! — disse o pirralho, quase tendo um orgasmo.
— Psssssss. Cala a boca!
Tirei o vestido da loira. Que delícia! Ela está só de calcinha agora. Uma calcinha preta de rendinha. Nando Júnior gostou, e como gostou! Agachei-me diante da loira e desci sua calcinha lentamente com ambas as mãos. Eu adoro fazer isso. Hummmmm, ela é raspadinha. Ah, eu não gosto muito, mas tudo bem.
— Está filmando tudo direitinho? — perguntei.
O pirralho nem conseguiu abrir a boca pra responder, apenas fez sinal de jóia com o polegar esquerdo.
— Oh, yeah! You're very hot! — eu disse. Meu inglês não é lá estas coisas, mas eu até que estou me saindo bem, não acham? Hehehe....
Ela sorriu pra mim e deitou-se na cama de solteiro. É hoje! Tirei minha calça e a cueca em menos de 10 segundos.
— Caralho, você é rápido! — disse o pirralho.
— Você ainda não viu nada.
— Mas esta bundona branca vai estragar a fita, meu!
— Filma aí e fica quieto! E quem mandou você olhar pra minha bunda?
O pirralho começou a rir. Fui para a ponta da cama e comecei a beijar a loira desde a sua canela até chegar nos peitões siliconados. Ah, galera, hoje eu vou cair de boca. E caí mesmo. Chupei os peitões da americana por uns 6 minutos. O pirralho filmou tudo. Ou acho que filmou, pois eu nem olhei pra ele. Eu só me concentrei naqueles montinhos deliciosos. Ah, não me importo se são falsos, o importante é gozar no final. Após brincar com os peitões eu fui pro pescocinho dela. Dei-lhe bons chupões ali. Ficaram marcas vermelhas na pele branquinha da americana. Ela está gostando. Começaram os famosos "Oh, yeah!" e "Just like that" da vida. Confesso que isso está me deixando com mais tesão ainda. Ás vezes eu não sei se estou no filme ou assistindo um. Só sei que estou adorando isso aqui. A americana é muito gostosa. Bom, está na hora de brincar um pouquinho lá embaixo, né? Hehehe... isso é bom demais. Vou fazer a loira ver estrelinhas agora. Desci passando a língua e...
— Suck my anus!!! — gritou a loira, gemendo de tesão.
Como é que é? O que ela disse mesmo? Na verdade eu entendi muito bem o que ela disse, mas fingi que não ouvi. Pra vocês que não entenderam, ela disse "Chupa o meu ânus". Sinto muito, mas não estou a fim de fazer isso hoje não. Comecei a beijar a...
— Suck my anus!!! — repetiu a americana, agora com mais tesão.
Putz!!! E agora? Chupo ou não chupo? Eu estou excitado pra cacete, mas meter a língua no cu da loira não estava nos meus planos.
— Suck my anus! Suck my anus! — a loira realmente é tarada por uma chupadinha no rabo, hein!!!
— Ela quer que você chupe o cu dela? — perguntou o pirralho.
— Você também já entendeu, né?
— Sim. Chupa, cara! Chupa! Depois você escova os dentes e fica tudo numa boa!
— Ah, sei não! Eu acho meio nojento.
— Ah, deixa que eu chupo então!
— Sai pra lá, carcará! Continua filmando aí. Eu vou chupar.
— Isso aí, cai de boca!!!
Hahaha... o pirralho está animadaço!!!
Tranqüilizei a loira, dizendo-lhe:
— Ok, my darling. Relax your anus.
Virei a loira de bruços e lá fui eu em direção ao seu ... ânus. Ah, pra que usar de frescura numa hora dessas, né? Fui em direção ao seu cu mesmo. Cu.
— Suck! Suck! Suck! — a americana já está começando a me irritar.
— Chupa logo, Nando! — gritou o pirralho.
Deixei a loira de quatro e lá fui eu... Mas quando eu ia cair de língua no cuzinho dela algo aconteceu. Fommmmmmm. Sim, meus caros amigos, a loira soltou o peido mais estrondoso e fedido que já vi na minha vida. Puta que o pariu!!!! Se juntarmos o cheiro de pexeca morta, adicionarmos todos os esgotos da face da Terra e multiplicarmos por 500 ... mesmo assim o cheiro não será comparado ao fudum do peido da americana. Puta merda!!!
— O que eu faço? — gritou o pirralho, desesperado. — Eu preciso de ar! Posso parar de filmar?
Nem perdi meu tempo respondendo, saí correndo do quarto, peladão. O cheiro estava insuportável. Mais 1 segundo ali dentro e eu acho que morreria sufocado. O pirralho veio logo atrás de mim, com a câmera na mão.
— Ufa! Ar puro, finalmente! — eu disse, encostado na parede do corredor.
— Puta merda, aquilo foi um peido ou uma bomba de gás lacrimogêneo?
— Sei lá, um pouco de cada. Puta merda!
De repente começamos a rir.
— Você filmou aquilo? — perguntei, rindo.
— Sim, você precisa ver a cara que você vez quando ela soltou o peidão!!! Hahaha...
A loira deixou o quarto, estava vestida, e chorando. Levantei-me rapidamente e tentei consolá-la:
— What's wrong? Don't cry, my dear! Don't cry, please!
Não adiantou nada. Ela passou por mim chorando e foi se sentar no sofá da sala. Voltei pro quarto, vesti minha calça, a camisa e fui até a sala também. Quando passei pelo corredor o pirralho fez aquele famoso gesto indicando que eu tomei no cu. E realmente tomei. A loira não quis mais saber de papo. Eu chegava perto dela e ela se retraía toda, chorando e me repelindo com os braços. No more fuck tonight!!!
Que bosta!!! Estas coisas só acontecem comigo!!! Não é justo!!! Será que eu nunca vou ter sorte na... ???
— Ah, vai tomar no seu cu!!! — Pezão gritando pelo corredor, apenas de cueca. — Isso é coisa de bicha!!!
Cacete, o que será que houve? Hehehe.... Pezão sentou-se no sofá, de frente pra mim. Credo, Pezão de cueca, que imagem horrível.
— O que aconteceu? — perguntei, com vontade de rir.
Mamute apareceu no corredor, rindo feito uma hiena doida.
— Quer que eu conte, Pezão? — gritou ele, rindo muito.
— Ah, vai tomar no cu você também!!! — gritou Pezão, vermelho de raiva.
— O que aconteceu? — perguntou o pirralho, sentando ao meu lado no sofá. A loira continuava chorando no canto. Mamute nem percebeu, ou fingiu que não percebeu.
— A biscate perguntou se poderia fazer fio-terra nele. — disse Mamute, rindo muito.
Eu também comecei a rir feito louco.
— O que é fio-terra? — pergutou o pirralho.
— Pergunta pro seu irmão!!! Hahahaha....
— Filho da puta! — resmungou Pezão, olhando para o Mamute. — Você pode até gostar daquilo, mas eu não! Vai se foder, gordo bicha do caralho!
— Se você não curte por quê deixou ela fazer então?
— Eu não sabia que ela iria enterrar 3 dedões no meu rabo!!!
Agora eu até caí do sofá de tanto rir. Putz!!! Três dedos? Hahahaha....
— Está tudo filmado, Nando! — disse o Mamute. — Você vai ver só a cara do Pezão quando ela enterrou a mão no rabo dele. Hahahaha.... Nunca vi nada tão engraçado.
Juciléia saiu do quarto usando seu vestido laranja, e parou na sala.
— Nossa, eu não sabia que você era tão sensível! — disse ela, deixando Pezão ainda mais puto.
— Sensível o caralho!!! Você enterrou sua mão inteira no meu cu e quer que eu faça o quê??? É lógico que eu perco o tesão, qualquer um perderia.
— Você que pensa, meu filho.
Pezão ficou vermelho e voou em direção à Juciléia. Se o Mamute não o segura ele iria partir a biscate em duas, tamanha era a sua fúria. O barraco está armado.
— Calma, Pezão, calma!!! — eu gritei, aproximando-me da Juciléia. Se o Mamute o largar eu protejo a biscate, e aproveito para passar a mão nela, é claro.
Vocês não vão acreditar no que eu estou vendo. Enquanto o barraco acontece adivinhem quem está de xaveco na americana??? Hahahaha.... sim, ele mesmo, o chaveirinho do Bill Gates!!! O moleque está com a mão direita na coxa dela e tudo. Olha só!
— Pra bater em mulher você é muito homem, não é? — disse Juciléia.
— Ah, volta pra zona, sua vagabunda! — replicou Pezão, seguro pelo Mamute.
— Tira o Pezão daqui, Mamute, por favor. — eu disse, com segundas intenções, é claro. Eu quero ficar sozinho com a Juciléia.
— Esta casa é da minha mãe! — gritou Pezão. — Esta biscate é que deve ir embora, porra!
— Calma, Pezão, vamos lá fora pra você esfriar a cabeça.
Isso aí, Mamutão!!! Beleja!!! Gostei de ver!!! Corri até o quarto, peguei a calça do Pezão e joguei pra ele. Pezão a vestiu lentamente, encarando a Juciléia. Mamute conseguiu levar o Pezão lá pra fora. Agora eu preciso aproveitar a chance.
— Seu amigo é osso duro de roer, hein! — disse Juciléia, com as mãos na cintura.
— Sim, ele sempre foi assim. É foda.
Juciléia percebeu o pirralho xavecando a americana no canto da sala, deu uma risadinha e olhou pra mim, dizendo:
— Aqueles dois ali estão no maior love.
— Pois é. — e sorri meio sem graça pra ela.
— O que houve? Não era você que ia transar com a loira?
— Sim, mas as coisas não deram muito certo. É melhor eu nem contar.
— Tadinho! — ela passou a mão no meu rosto. Acreditam que isso me excitou?
Sorri feito um bobo. Por quê mulher gostosa faz isso com a gente, hein???
— Posso te confessar uma coisa? — eu disse, um pouco ansioso.
— Claro!
— Eu queria você. Você é sexy pra diabo!
— Obrigada!
Ela ficou meio sem graça. Ah, ela deve estar fingindo. Mulheres assim nunca ficam sem graça com um elogio bobo desses. Eu sei disso.
— Pra falar a verdade eu também queria transar com você, sabia? — disse ela, passando a mão direita no meu peito.
Uhuuuuuuuuuuuuu!!! Isso aí, Nando!!! Ela quer você!!! Joga ela na parede e chama de minha lagartixa!!!
Agarrei a Juciléia pela cintura e lasquei-lhe um beijão daqueles. Senti a biscate se derreter toda nos meus braços. Ah, sim, ela me quer. Nando Júnior está louquinho por ela! Puxei-a pelo braço e fomos pro quarto. É hoje!!! Escolhi o outro quarto desta vez. Aquele com cama de solteiro me traz recordações ruins, além de estar com um fudum desgraçado.
Fiquei nu o mais rápido que pude. Estou pegando fogo. Acho que vou ter a melhor noitada da minha vida. Pena que não vai ter ninguém pra filmar desta vez. Ah, será que o pirralho toparia vir aqui filmar? Putz, deixa pra lá, se bobear o pirralho deve estar com a loira lá no outro quartinho, aquele com o pum da loira.
— Você me espera só um minutinho? — perguntou Juciléia, com uma voz super sexy.
— Será o minutinho mais demorado da minha vida, mas eu espero! — respondi, peladão sobre a cama.
— Vou só jogar um perfume sobre o meu corpinho e já volto. Rapidinho, tá?
— Tudo bem.
Ela entrou no banheiro e fechou a porta. O quarto ficou totalmente escuro. Comecei a apalpar a cama pra saber onde estou e achei 2 camisinhas. Que sorte! Finalmente as coisas estão começando a dar certo pra mim. Uhuuuuuu! É hoje!!! Vou traçar a Juciléia! Ela pode não ter os peitões da americana, mas é muito mais sensual. Aposto que vou virar os olhos de tanto prazer. Ah, se vou!!!
— Ui! — senti um beijo no meu peito cabeludo. — É você, gata?
Agora senti uma boca descendo até o meu ... hummm que bom!!!
— Nossa, Juciléia!!! Não pára! Não pára! Assim, vai que está muito gostoso!
Uau, que boca maravillhosa! Eu sabia que ela ia me fazer virar os olhos! Eu sabia!
— Você sabe mesmo enlouquecer um homem, hein!!! Juciléia, você é...
De repente a porta do banheiro se abriu e lá estava ela, a Juciléia, peladinha.
— Puta que o pariu!!! — eu gritei.
— O quê foi? Estou feia? — perguntou Juciléia, assustada.
— Se você está aí, quem está aqui fazendo glu-glu???
Juciléia acendeu a luz do quarto e eu estava sozinho sobre a cama. Acreditem se quiser. Mas eu juro pra vocês, tinha alguém de boca no meu... ah, vocês sabem. Puta merda!!!! Dona Mirandinha?????
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Confesso que fiquei assustado, mas isso não atrapalhou minha bela noitada com a Juciléia, a biscate. Transamos e foi muito gostoso. Tudo bem que de vez em quando eu sentia uns beliscões na bunda, e eu sabia muito bem quem era, mas...
( FIM )
Obs.1: Até hoje a gente discute sobre quem fez a careta mais engraçada nas fitas. Eu quando a loira soltou aquela bufa horrível na minha cara ou o Pezão quando a Juciléia enterrou os 3 dedos no cu dele.
Obs.2: A partir daquela noite o hálito do Bill Gates Júnior jamais foi o mesmo. Por quê será, né? Hehehe....
MAIS UMA HISTÓRIA PARA GUARDAR
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